Enfermeira foi mais uma vítima de servidor da saúde vítima de agressão durante o trabalho em Campo Grande. A agressão foi cometida por um paciente psiquiátrico na noite deste domingo (18), na UPA – Unidade de Pronto Atendimento – do Jardim Leblon. A violência da agressão deixou a trabalhadora desacordada e precisou passar por exame de tomografia. Conforme o presidente do Sinte (Sindicato dos Trabalhadores Públicos em Enfermagem), Ângelo Macedo, a profissional estava na enfermaria, digitando, quando o paciente se levantou do leito e a atacou com um soco no rosto. “Infelizmente fomos mais uma vez provocados por conta de uma agressão de um paciente do Caps (Centro de Atenção Psicossocial) na UPA do Leblon. Ele simplesmente se levantou do leito, foi até a enfermeira e deu um soco, deixando-a desacordada. Em seguida, voltou a se deitar como se nada tivesse acontecido”, afirmou Macedo.
A enfermeira foi levada para a área vermelha da unidade, recebeu os primeiros cuidados e em seguida foi encaminhada ao hospital para realizar tomografia. O paciente, diagnosticado com esquizofrenia e usuário de drogas, estava internado sem contenção física ou química. Ângelo Macedo questiona a falta de protocolos de segurança para os profissionais de saúde. “Eu me pergunto até quando a gestão, a secretária de saúde e a coordenação da saúde mental vão expor dessa maneira o trabalhador. São pessoas que saem de casa para prestar cuidado e acabam agredidas por pacientes. Essa conduta sem protocolo algum nos expõe constantemente a esse tipo de violência”, afirmou.
UPAs são depósitos de pessoas
O dirigente sindical ainda critica a forma como pacientes psiquiátricos são mantidos nas UPAs e CRSs (Centros Regionais de Saúde). “As UPAs estão sendo usadas como depósitos para esses pacientes, enquanto aguardam vaga em Caps de referência. Mas o serviço não tem estrutura alguma para dar esse suporte. Querem que esses pacientes fiquem como se estivessem em uma clínica adequada, mas não é o caso”, afirmou.
GCM ausente em UPAs, Escolas e Postos de Saúde
Servidores municipais e usuários denunciam a ausência da Guarda Municipal em Postos de Saúde, UPAs e Escolas do município. As reclamações são confirmadas seguidamente através de ocorrências nesses locais. Nas escolas a sequência de furtos e depredação é quase que permanente devido a falta de vigilância e guarda do patrimônio. Nos Postos de Saúde a ausência da GCM é permanente e nas UPAs quando muito existe um guarda de plantão, mesmo assim a maior parte do tempo trancado no alojamento, como é o caso da UPA Almeida. Vez ou outra surge uma equipe de ronda da GCM que para algum tempo nos locais, observa o movimento e vai embora até a próxima “ronda” quando for possível. Na teoria, a Guarda Civil Metropolitana seria para preservar o bem público municipal e seu servidores, mas na prática não é assim que tem acontecido apesar do grande efetivo e recursos da GCM.
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