A revista a Foto publica nesta quinta-feira (4), reportagem relatando denúncias de diretoras e secretárias escolares da rede municipal de ensino enquadrando a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes. Os problemas foram apurados pela Revista A foto junto a servidoras da área, as quais temendo represálias preferem o anonimato. Conforme a matéria, o projeto tem objetivo de investir R$ 40 milhões nas 205 escolas de Ensino Fundamental e Escolas de Educação Infantil, cerca de R$ 195 mil para cada uma. O valor se destina a reforma das instituições, visando melhor atender pais e, principalmente alunos.
A matéria relata ainda que no lançamento do Juntos pela Escola, em abril do ano passado, a animação tomou conta dos servidores e responsáveis. Porém, com o passar do tempo, a disposição começou a virar preocupação, e muitas estão reclamando diretamente a Semed – Secretaria Municipal de Educação, sobre os caminhos tomados pelo projeto.
No bojo da irritação, são três as principais reclamações: as reformas feitas contra o que as instituições precisam, os custos elevados do trabalho, e a obrigação das diretoras e das Associações de Pais e Mestres – APMs se responsabilizarem, assinando parte da documentação autorizando as intervenções.
Em um dos casos apurados pela equipe da A Foto, que manterá o bairro sob sigilo como proteção dos denunciantes que teme represálias, servidora explicou o que aconteceu: “O pessoal da prefeitura esteve aqui e fez a avaliação, falamos todas as demandas. Depois chegaram e só informaram o que iriam fazer, que não tinha nada a ver com o que pedimos, e ainda por cima a um preço totalmente fora da realidade, explicou ela, que já foi uma das muitas a reclamar na Semed, sem sucesso.
Segundo a denunciante, é previsto o gasto de praticamente R$ 150 mil na reforma de duas salas e a pintura da escola. “Daria pra fazer a escola inteira com isso”, disparou. A mesma situação foi relatada por outros denunciantes de instituições municipais ouvidos pela Revista A Foto. Outra preocupação é que, mesmo podendo indicar quem vai fazer o serviço, foi passado aos servidores que a APM que deve se responsabilizar pela obra.
Os servidores então questionam: “E se der um problema com, sei lá, a Justiça, Ministério Público, eu que vou ter que responder ?”, questiona uma presidente de Associação de Pais e Mestres, que não obteve a resposta da Semed. A revista contatou a assessoria de imprensa da prefeitura de Campo Grande no dia 4 de junho, mas até então não obteve resposta.
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