Imagem: Reprodução/TV-Morena

Transporte coletivo em Campo Grande amanhece em greve sem data para acabar

Sem acordo com o Consórcio Guaicurus, a greve no transporte coletivo está acontecendo a partir desta segunda-feira (15). As garagens do Consórcio Guaicurus estão fechadas e alguns representantes do sindicato na porta, assim como os terminais rodoviários de Campo Grande. É a segunda paralisação em poucos meses, mas a maior delas pois não se sabe quando ela deve acabar. O Consórcio Guaicurus por sua vez, atendeu “em partes” à reivindicação definida em assembleia, pagando menos da metade do que os trabalhadores deveriam receber, o que não mudou a decisão pela greve dos motoristas iniciada nesta segunda-feira (15).

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano da Capital (STTCU-CG), Demétrios Feiras, os trabalhadores receberam, na sexta-feira (15), somente 50% do salário referente ao mês de novembro. “O Consórcio Guaicurus, no final da tarde, depositou 50% do valor dos salários, referente ao mês de novembro, que era para ser pago no quinto dia útil do mês de dezembro. Foi a única coisa que o Consórcio pagou”, informou Demétrios. “A gente só volta a trabalhar com o pagamento desses três vencimentos. Caso contrário, continua parado na terça, na quarta, até que o Consórcio efetue esses pagamentos”, avisou Demétrios.

Ainda conforme o presidente do sindicato, a justificativa do Consórcio Guaicurus para não realizar o pagamento, é a falta de dinheiro em caixa. O Consórcio alega “rombo” em dívidas de R$ 15,2 milhões, sendo que desse valor R$ 8,2 milhões são referentes aos salários dos funcionários. Com essa alegação, os empresários pedem que o valor do subsídio pago pelo poder público seja ainda maior.

A alegação

No dia 5, o Consórcio Guaicurus, “dona” do transporte coletivo em Campo Grande, anunciou que a situação financeira estaria insustentável para a continuidade da operação, motivada por supostos atrasos nos repasses por parte do poder público. Além das dificuldades operacionais, como combustíveis, manutenção da frota e encargos, o consórcio também enfrenta negociações com a classe de funcionários, principalmente os motoristas. Mas ao anunciar que a situação financeira do consórcio estaria insustentável para a continuidade da operação, motivada por supostos atrasos nos repasses por parte do poder público, não houve manifestação sobre o Consórcio desistir da atuação no município, indício que que a busca é mesmo por mais recurso público, indício de que está com um “bom negócio” em mãos, pois alega que não tem mais como tocar, mas também não entrega a concessão.

Prefeitura e Câmara

 Já a prefeitura de Campo Grande, assim como a Câmara de Vereadores acompanham em berço esplêndido o gravíssimo problema da população. A prefeitura alega que não deve nada enquanto um ou outro vereador protesta contra a situação, mas a maioria ignora o problema do eleitor.

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