Polícia busca bebê prematuro com anemia retirado de hospital da fronteira pela mãe sem alta médica

Antôio Coca

A mãe é integrante de uma comunidade indígena e natural do assentamento Itaviru, localizado em Capitán Bado

Autoridades da Polícia Nacional do Paraguai e o Ministério Público estão em busca de uma mulher de 31 anos que deixou a maternidade do Hospital Regional de Pedro Juan Caballero sem autorização, levando consigo seu filho de apenas 38 dias. O bebê nasceu prematuro e sofre de anemia severa, corre risco de morte caso o tratamento profissional seja interrompido. O caso ocorreu nesta segunda-feira (4) e mobilizou agentes da Primeira Delegacia de Polícia. Segundo o relatório médico apresentado pela Dra. Carolina Aguayo e pela coordenadora de saúde indígena, Elsa Barrios, a mãe, identificada como Aurelia Salinas López, aproveitou um momento de desatenção da equipe hospitalar para se retirar da unidade com a criança.

O bebê, que ainda não possui registro de nome, nasceu no Hospital San Pablo e foi internado no Hospital Regional de Pedro Juan Caballero em 25 de abril. Devido à sua condição de prematuridade e ao diagnóstico de anemia, ele estava sendo assistido na ala do “Método Canguru”, técnica voltada para a estabilização e ganho de peso de recém-nascidos através do contato pele a pele e monitoramento constante.

Em entrevista à uma emissora de rádio do Paraguai, o comissário Juan Ortiz, chefe do departamento policial, expressou profunda preocupação com o paradeiro da criança. “A criança estava recebendo atendimento profissional especializado quando a mãe desapareceu. O tratamento é vital para a sobrevivência do bebê”, afirmou Ortiz. Aurelia Salinas López é integrante de uma comunidade indígena e natural do assentamento Itaviru, localizado no distrito de Capitán Bado (cidade que faz fronteira seca com Coronel Sapucaia, no Mato Grosso do Sul).

As autoridades paraguaias já emitiram um mandado de busca e apreensão para localizar a mulher e garantir o retorno seguro do recém-nascido ao ambiente hospitalar. O caso foi formalmente encaminhado ao Ministério Público, que investiga a conduta da mãe sob a ótica da violação do dever de cuidado e exposição de menores ao perigo. Até o fechamento desta matéria, as buscas na região metropolitana de Pedro Juan Caballero e nos acessos a Capitán Bado não haviam obtido resultados positivos. Equipes de saúde indígena colaboram com as autoridades para tentar intermediar o retorno voluntário da mãe ao hospital.

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