Polícia descobre maconha 2.0 em “laboratório” clandestino na fronteira

Polícia descobre maconha 2.0 em “laboratório” clandestino na fronteira

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Acampamentos são laboratório de produção em grande escala

Antônio Coca

Agentes da Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (SENAD) encontraram esta semana durante operações de combate ao narcotráfico na região de Capitan Bado na fronteira com o Mato Grosso do Sul, diversos congeladores com garrafas pets onde estavam acondicionadas centenas de quilos de uma droga conhecida como maconha 2.0 ou marroquina.

A droga tem um alto poder de THC que é a substância que tem o poder alucinógeno da droga e seus efeitos são mais intensos depois que o extrato da maconha ou haxixe é congelado e mantido a baixas temperatura.

Segundo os policiais paraguaios existe uma demanda cada vez maior no mercado por este tipo de droga e os traficantes estão se “preparando” para abastecer este mercado. A droga tem um custo mais elevado que a maconha comum e traria mais lucro para as quadrilhas.

A maconha 2.0 foi encontrada em um complexo de acampamentos encontrado durante uma operação no começo da semana em meio a uma mata e os traficantes usavam geradores para manter a refrigeração da droga.

Ao todo eram nove locais de processamento da droga onde foram destruídas 10 toneladas de maconha picada, 2 toneladas de maconha prensada, 256 quilos de semente da droga e cerca de 100 gramas de haxixe.

Ainda segundo a Polícia Nacional do Paraguai nenhuma pessoa foi presa na investida, mas somente o prejuízo causado para os traficantes já foi o suficiente para considerar a operação como um sucesso.

Na mata, freezers alimentados a geradores, garantem produção da maconha “especial”.