Antônio Coca
Carga avaliada em cerca de R$ 18 milhões seria destinada ao mercado ilícito brasileiro; operação ocorreu em hangar próximo ao Aeroporto Silvio Pettirossi, na região metropolitana de Assunção
Uma operação da Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (SENAD) resultou na apreensão de uma aeronave proveniente dos Estados Unidos que transportava 261,6 quilos de maconha premium. A ação ocorreu em um hangar privado localizado nas proximidades do Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, na região metropolitana de Assunção, e levou à prisão de três cidadãos norte-americanos.
A investigação foi conduzida a partir de informações obtidas e compartilhadas por meio do Programa Colibrí, mecanismo de cooperação voltado ao combate ao tráfico internacional de drogas por via aérea.
De acordo com a SENAD, os investigadores identificaram a chegada de um jato executivo procedente de Miami, na Flórida, que havia realizado uma escala no Panamá antes de desembarcar em território paraguaio. Os agentes monitoraram a movimentação da aeronave e realizaram a intervenção no momento em que diversas malas eram descarregadas e transferidas para um veículo que seguiria em direção à capital paraguaia.
Durante a operação, um cidadão norte-americano foi preso em flagrante no local. Outros dois americanos foram localizados e detidos posteriormente em um hotel. Nas bagagens apreendidas, os agentes encontraram 261,6 quilos de maconha premium, variedade conhecida pelo elevado teor de THC e pelo alto valor comercial no mercado ilegal.
Segundo estimativas dos investigadores, a droga apreendida pode alcançar o valor de até US$ 14 mil por quilo no mercado brasileiro, o equivalente a aproximadamente R$ 70 mil. Com isso, a carga interceptada representa um prejuízo estimado em cerca de R$ 18 milhões para as organizações criminosas envolvidas.

Padrão da embalagem mostra o nível da produção.
As investigações também apontaram a participação de outros integrantes da tripulação da aeronave, que seriam cidadãos dos Estados Unidos e da Estônia. As autoridades paraguaias seguem realizando diligências para localizá-los e efetuar novas prisões, além de aprofundar as apurações sobre a estrutura logística utilizada para o transporte da droga e os possíveis destinatários da carga.
A operação foi coordenada pela promotora paraguaia Ingrid Cubilla, e o caso permanece sob investigação para identificar todos os envolvidos na organização criminosa e esclarecer a rota internacional utilizada para o tráfico da droga.

Próxima parada da carga milionária seria o Brasil.
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