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Suspeito de ser ocupante de avião queimado no Paraguai, morre em Assunção

Édgar Espinoza Cuevas, de 29 anos, morreu na terça-feira no Centro Nacional de Queimaduras de Assunção. Ele havia sido transferido em estado crítico, com queimaduras em 80% do corpo, do Hospital Pedro Juan Caballero. Ele é ligado ao incêndio de um avião boliviano que supostamente transportava cocaína. Erea ex-membro da organização criminosa do narcotraficante Jorge Teófilo Samudio González, o “Samura”. Édgar deu entrada no centro médico no domingo, por volta das 2h da manhã, com queimaduras graves em 80% do corpo. Ele foi transferido do Hospital Pedro Juan Caballero de ambulância e permaneceu internado em estado crítico até a confirmação de sua morte. Segundo a Polícia Nacional e o Ministério Público, Espinoza Cuevas é suspeito de estar no local onde uma aeronave com matrícula boliviana caiu e pegou fogo ou froi incendiada no último sábado, no Parque Nacional Paso Bravo, no departamento de Concepción.

Agentes do Departamento de Investigações de Assunção foram ao hospital após a admissão do homem ferido e notificaram a promotora de Concepción, Carolina Quevedo Lailla, que está investigando o acidente aéreo ocorrido ao meio-dia de sábado. A aeronave envolvida era um Cessna 210 boliviano, matrícula CP-3187, que foi encontrado completamente incendiado próximo ao final de uma pista de pouso clandestina, cerca de 24 quilômetros ao sul de San Carlos del Apa e 42 quilômetros do distrito de Puentesiño. No local, considerado um ponto de descarga de drogas, as autoridades encontraram dólares queimados, munição de fuzil, tambores vazios e com combustível e outras evidências, embora nenhum corpo tenha sido recuperado. Presume-se que os tripulantes foram retirados do local após o acidente.

A área onde o incidente ocorreu era anteriormente utilizada pela organização criminosa liderada por Samura para o tráfico de cocaína proveniente da Bolívia. Vale ressaltar que Édgar Espinoza Cuevas foi condenado a quatro anos de prisão após ser capturado em 2019 como cúmplice no resgate armado de Samura na Costanera Norte, em Assunção, operação na qual o Comissário de Polícia Félix Antonio Ferrari Yudis foi morto. Por sua vez, a Direção Geral de Aeronáutica Civil (DGAC) da Bolívia informou que o pequeno avião fez um voo de Trinidad para San Lorenzo de Moxos na sexta-feira, (23), mas após perder contato e não chegar ao seu destino, seu paradeiro era oficialmente desconhecido.

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