Chega ao fim, neste sábado (15), em Mato Grosso do Sul, o prazo para que os produtores da região do Pantanal realizem a vacinação obrigatória de bovinos e bubalinos contra a febre aftosa, finalizando assim a campanha, que para essa região, considerando suas peculiaridades, pode ser realizado em maio ou novembro, e para as regiões do planalto e fronteira terminaram em 31 de maio. Neste mesmo período os pecuaristas tiveram a oportunidade de atualizar o cadastro do rebanho, pagando uma taxa diferenciada pelo excedente, sem que fosse gerado auto de infração.
O fechamento parcial da campanha, com dados recebidos até esta sexta-feira (14) e divulgado pela equipe da Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) mostra que nas regiões do Planalto e Fronteira os números ultrapassaram os 90% de alcance, e na região do Pantanal onde o pecuarista pode optar por vacinar em maio ou novembro, mais de 70% realizou a ação.
Até o fechamento desta reportagem ainda existiam 1.926.212 doses de vacinas comercializadas mas, não declaradas no sistema da Agência, que contribuirão para mudança nos números finais de fechamento da campanha. O registro de vacinação para pecuaristas das regiões do planalto e fronteira encerram neste sábado. Já o registro para a região do Pantanal vai até dia 30 de junho.
Na próxima segunda-feira (17), a equipe da Iagro deve apresentar os números finais da campanha (fronteira e planalto, já que o pantanal ainda terá 12 dias para o registro). Segundo o Coordenador do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção de Febre Aftosa – PNEFA, o fiscal estadual agropecuário e médico veterinário, Fernando Endrigo Ramos Garcia, a expectativa é que os pecuaristas de Mato Grosso do Sul (Estado que nos últimos cinco anos figura entre os cinco com os melhores números em todo País) alcancem novamente índices superiores a 99%.
ATUALIZAÇÃO DOS DADOS
Ao acessar o sistema da Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal), o E-Saniagro, para realizar o registro de vacinação, os pecuaristas puderam atualizar o número de animais que compõe o seu rebanho, seja de bovinos ou bubalinos. A partir de agora é preciso colocar em dia também as informações sobre a propriedade.
A Atualização do Cadastro da Agropecuária e do Estoque de Animais Bovinos e Bubalinos atende uma das mais de cem exigências do Ministério da Agricultura para que o Estado esteja apto para retirada da vacinação contra a febre aftosa, prevista para 2021, constantes no Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa, que resultará no reconhecimento do Estado como “livre de febre aftosa sem vacinação” até 2023, condição para abertura de novos mercados e consequente crescimento da economia de Mato Grosso do Sul.
Considerando que a mudança de status, depende de outras ações e demandam recursos que vão além dos já destinados aos serviços de sanidade atualmente, o Governo do Estado autorizou, através da mesma lei, que os valores arrecadados com o pagamento da taxa de atualização sejam repassados para um Fundo, criado dentro dos padrões exigidos pelo Ministério.
A Reserva Financeira para as Ações de Defesa Sanitária Animal (Refasa), é um fundo estratégico com conceito mais amplo do que apenas a indenização no caso de sacrifico de animais para erradicação de doenças, que pode custear ações preventivas no processo de defesa sanitária, como a implantação de boas práticas agropecuárias, focada na defesa animal, e estruturação, realinhamento, atualização e capacitação dos servidores da agência, a estruturação do laboratório de diagnóstico e defesa da Iagro, ou o reforço nas operações para fiscalização do trânsito em regiões específicas do Estado, proporcionando para a agência autonomia e agilidade e, para o produtor, ainda mais segurança.
Fonte Semagro
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