Ações da Guarda Civil Metropolitana enfrentam do crime ao social

Ações da Guarda Civil Metropolitana enfrentam do crime ao social

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Criminosos e doentes se misturam por conta das drogas (Foto:Divulgação/GCM)

A Guarda Civil Metropolitana de Campo Grande está intensificando ações de repressão ao tráfico de entorpecentes nos principais pontos da área central da cidade assim como em pontos da periferia mapeados com esse tipo de ocorrência, assim como crimes contra o patrimônio como furto ou roubo. Em algumas situações, os Guardas Civis precisam mesclar a ação preventiva, repressiva com a social e até psicológica, principalmente nas questões que envolve consumo de drogas.

Esse tipo de ação vem acontecendo com frequência no principal ponto de venda e consumo de drogas em Campo Grande, o entorno da antiga estação rodoviária no bairro Amambai no período diurno e o próprio prédio do ex-terminal assim que a noite chega. Na região, a GCM prende quase que diariamente traficantes que atuam no sistema “formiguinha” (não portam mais que três doses de drogas) para escapar do flagrante de tráfico, mas guardam crack, maconha e cocaína nos arredores dentro de bueiros, buracos em paredes, árvores ou lixeiras.

A manobra dos traficantes desafia o preparo dos Guardas que levam a melhor e os flagrantes são constantes, além das operações ou patrulhamento de rotina capturar constantemente foragidos da justiça, autores de diferentes crimes, e até traficantes de munição. As investidas da Guarda Civil Metropolitana na região já conhecida como cracolândia de Campo Grande, revelam que a região é “procurada” por consumidores de entorpecentes de todas as classes sociais, cada vez mais pela classe definida como alta.

Na operação realizada sexta-feira por exemplo, uma patrulha da GCM percebeu que no momento em que o motorista de um veículo Mercedes Benz C-180 estacionou, foi imediatamente cercado por usuários de entorpecentes. Para a equipe, seria um dos muitos fornecedores que por ali param entregando porções de drogas para “aviões” (vendem a troco de algumas “paradinhas”) e saem rapidamente.

Feita a abordagem tática do condutor e ocupante além do grupo de usuários, a equipe percebeu que estava diante de um usuário em potencial de diferentes entorpecentes. O abordado foi identificado como sendo advogado de quase 50 anos e que havia entregue o volante do carro a um fornecedor de drogas, como pagamento por “algumas paradinhas”, mesmo sabendo que o fornecedor não é habilitado.

O homem tentou usar sua dependência para justificar a presença de droga no carro e que ele tentou jogar fora, explicou ser uma vítima do vício já tendo sido internado várias vezes, mas acabou detido e encaminhado para a Polícia Civil com seu acompanhante e lá autuados. Seguidamente, equipes da GCM também atuam no lado social levando para abrigos, pessoas encontradas se abrigando em locais definidos como áreas de risco, assim como encaminham seguidamente usuários de drogas para locais de tratamento, desde que aceitem o encaminhamento.

Dinheiro e “pedras” em poder de usuário