Acusado de homicídio, “Doutor Bumbum” é proibido de exercer Medicina

Acusado de homicídio, “Doutor Bumbum” é proibido de exercer Medicina

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O médico Denis Cesar Barros Furtado, conhecido como “doutor Bumbum” e acusado de homicídio doloso pela morte de uma paciente durante um procedimento estético em julho do ano passado, perdeu seu registro profissional, necessário para o exercício da Medicina.

Em 24 de abril passado, o Conselho Federal de Medicina (CFM) julgou recurso apresentado por Denis e manteve a cassação do exercício profissional, aplicada inicialmente pelo Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal, mantida a decisão, não cabe mais recurso.

A decisão do Tribunal Superior de Ética Médica do CFM foi unânime, e o acórdão foi publicado no Diário Oficial da União da última segunda-feira, 29. Na ocasião da prisão, o então médico disse que a morte da paciente foi uma “fatalidade” e disse que estaria sofrendo uma injustiça. Ele alegou já ter feito mais de 9 mil procedimentos cirúrgicos sem maiores problemas.

Cabe agora ao conselho regional do DF executar a decisão, que precisa ser publicada também em jornal de grande circulação. Por último, a cassação precisa ser expressa no site do conselho, o que não havia ocorrido até as 21h de sexta-feira (3).

Acusação

Denis responde a homicídio doloso pela morte da bancária Lilian Quezia Calixto de Lima Jamberci, de 46 anos, em cujos glúteos o médico aplicou PMMA, substância derivada do acrílico que não deve ser usada em humanos. A aplicação foi feita durante procedimento estético, realizado na Barra da Tijuca, Rio, no dia 14 de julho de 2018. Lilian morreu horas depois.

O médico foi preso no dia 19 de julho e permaneceu preso até 30 de janeiro deste ano, quando os desembargadores da 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) concederam um habeas corpus em favor de Denis e determinaram o cumprimento de medidas cautelares, como comparecer mensalmente em juízo, abster-se de qualquer contato físico ou eletrônico com as testemunhas, não se ausentar do Rio sem autorização judicial e se recolher em casa no período noturno, se não estiver trabalhando.