Agesul realiza desvio na MS-184 para recuperar ponte danificada pela cheia

Agesul realiza desvio na MS-184 para recuperar ponte danificada pela cheia

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Risco de desabamento, interditou ponte para caminhões (Foto:Edemir Rodrigues)

Com Subcom/Sílvio Andrade

A Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) inicia nesta semana a implantação de um desvio na rodovia MS-184 (Estrada-Parque), no Pantanal da Nhecolândia, em Corumbá, para recuperar a ponte de vazante nº 4, que sofreu danos devido à pressão das águas durante enchente na região causada pelos rios Aquidauana e Miranda.

A ponte de madeira ficou comprometida devido à pressão lateral causada pela força da correnteza da água, em janeiro, no pico da cheia dos dois rios que desaguam no rio Paraguai. Na época, a Agesul chegou a suspender o tráfego de caminhões e realizou serviços paliativos em sua estrutura para garantir o acesso às fazendas e atender ao turismo.

O chefe da residência da Agesul em Corumbá, Luiz Mário Anache, informou que as águas baixaram e a ponte será recuperada sem que haja interrupção do tráfego. O desvio lateral, segundo ele, deve ser concluído em uma semana e, em seguida, parte da estrutura da travessia será desmontada para substituição de dois jogos de esteios e novo realinhamento.

Estrada em manutenção

O comprometimento da ponte nº 4 da MS-184 (a rodovia começa na interseção com a BR-262, no Buraco da Piranha) não causou prejuízos aos produtores rurais e aos empreendimentos de turismo, segundo o gestor da Estrada-Parque, João Venturini Junior. Ele destacou também as boas condições da estrada encascalhada, mesmo no período de chuvas.

“O acesso à região sempre foi uma das maiores dificuldades e foi uma luta nossa, assim como a falta de comunicação e energia. Mas hoje o Governo do Estado realiza uma manutenção periódica da estrada, que está excelente e nos permite atender bem ao turista”, afirmou. “As pontes também estão sendo recuperadas, dando segurança ao tráfego”. Completou Junior.

A Estrada-Parque do Pantanal da Nhecolândia, que integra também a MS-228, tem uma extensão de 120 Km – do Buraco da Piranha ao Lampião Aceso -, entrada de Corumbá. Criada nos anos 90 como unidade de conservação, a estrada é um dos principais destinos de ecoturismo do Estado e também de escoamento da produção pecuária da região.