Está difícil entender o que pretendem com a Guarda Civil Municipal de Campo Grande, instituição de primeira grandeza no Brasil inteiro, inclusive na maior cidade do Brasil, São Paulo. Aqui no MS não é diferente, temos Dourados como exemplo, onde a Guarda Municipal presta grande serviço para a população através de patrulhamento escolar, trânsito, policiamento de uma forma geral, inclusive com as instituições policiais e em ações conjuntas, até mesmo com o Exército Brasileiro.
Já em Campo Grande, não se sabe se por vaidade, simplesmente invenção, algum projeto pessoal ou institucional, ocorre o que está acontecendo, que na prática não passa de desrespeito aos servidores da GCM que podem estar sendo usados como massa de manobra, além de submetidos a chacotas. Já tivemos o episódio Polícia Municipal desgastando homens e mulheres da instituição.
Temos EFETIVOS SENDO UTILIZADOS de forma conveniada como vigilantes ou seguranças patrimoniais e recepcionistas nas Polícias Federal e Rodoviária Federal. GCM literalmente desempenhando papel, até então, de empresas de vigilância contratadas mediante licitação. O sindicato das empresas de vigilância e segurança não se manifesta, supostamente, temendo algum tipo de severidade a mais por parte da PF, órgão fiscalizador dessas empresas.
Sindicato dos vigilantes não se mobiliza nem se manifesta, sabe-se lá por qual razão. Agora, preparam a introdução da GCM como vigia, atendente e recepcionista de Delegacia de Polícia Civil, sendo que DAÍ para tratar da carceragem, entrega de intimações, condução de viaturas, elaboração de boletins de ocorrências, acesso à informações de cunho exclusivamente policial e outros afazeres de Polícia Judiciária Civil será um pulo. Ainda não se sabe o posicionamento do Sindicato dos Policiais Civis sobre a situação.
DGPC e SEJUSP
Já a Delegacia Geral da Polícia Civil – DGPC, informou essa manhã que desconhece a tratativa do assunto. Situação desconhecida também do Secretário de Justiça e Segurança Pública Carlos Videira.
Como nos velhos tempos!
Poderá então, estar se correndo o risco da volta do antigo e famoso “bate-pau”, o cidadão que prendia como policial, usava arma como policial, dirigia carro da polícia como policial, cumpria plantão como policial, só que não era policial. Em contrapartida, o governo não precisará contratar agentes administrativos (o que não tem feito faz anos) e poderá protelar por muito tempo concurso para investigador e escrivão de polícia. Simples e barato assim.
O que se percebe é, que enquanto não inventaram a Secretaria Municipal de Segurança, a GCM sempre funcionou perfeita e diretamente ligada ao gabinete do prefeito, como é no Brasil inteiro. Funcionava sem polêmica, sem olhar para a área alheia, e principalmente, custando bem menos ao cofre público municipal, pois afinal, uma Secretaria leva uma grande fatia do IPTU e demais verbas necessárias a seu funcionamento.
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