Casal acusado de agressão em morte de bebê passa por audiência de custódia

O casal autuado em flagrante acusado de agressão que teria resultado na morte do menino Rodrigo Moura Santos, de 1 ano, madrasta Jessica Leite Ribeiro (21) e o pai do menino, lutador de MMA Joel Rodrigo Ávalo Leite Santos de 24 anos, o “Joel Tigre” como é conhecido no mundo da luta, passará por audiência de custódia na tarde desta sexta-feira (17), no Fórum de Dourados. Ainda ontem Joel foi encaminhado ao presídio enquanto a mulher aguarda em delegacia o resultado da audiência em que o juiz poderá ratificar a prisão em flagrante ou libertar o casal.

O bebê morreu na residência de Joel e Jessica, na Rua Presidente Kennedy, no Jardim Márcia, onde a mãe, que tinha a guarda da criança, a havia deixado. A morte do bebê foi constatada quando socorristas foram chamados à casa pois a criança estaria passando mal, mas quando a equipe chegou constatou que o menino já estava morto a pelo menos meia hora e a polícia foi chamada.

Além de hematomas na cabeça constatados pela equipe do Samu (Serviço Móvel de Urgência), a criança teve trauma no tórax e laceração no fígado, o que comprovam as agressões. A causa da morte foi choque hemorrágico provocado por agressão externa, segundo o delegado Marcelo Batistela Damaceno, titular da 2ª Delegacia de Polícia, responsável pela área onde ocorreu a morte e apuração do crime.

Jéssica e Joel negam a agressão e sustentam a versão de que a criança teve convulsões e os hematomas teriam sido provocados em meio a tentativas da mulher em reanimar o bebê. Jéssica foi autuada em flagrante logo após legista do IMOL – Instituto de Medicina e Odontologia Legal constatar a morte violenta da criança, mas logo depois diante de contradições e diferentes versões, o pai também foi autuado em flagrante.
Condenação social

A defesa de Joel, pai do bebê, afirma estar trabalhando para amenizar a condenação social até a elucidação completa dos fatos. Em entrevista ao jornal Dourados News, o advogado Vitor César Cáceres relatou que em conversa com o cliente, ouviu de Joel que é um “trabalhador preso com filho sendo enterrado”.

Por conta da ampla repercussão do caso, a defesa do pai da criança se preocupa com a condenação social muito forte nas redes sociais. “O que precisamos pontuar nesse exato momento é a condenação social, principalmente nas redes sociais. Já existem várias condenações contra o Joel o chamando de monstro, enquanto os fatos não se elucidam”, contou Vitor ao jornal.

Ainda segundo o advogado, Joel manteve a alegação de inocência afirmando que não estava em casa, pois trabalha como padeiro saiu por volta das 6h e cerca de uma hora e meia depois recebeu uma ligação da sogra informando que o filho estaria passando mal. Quando chegou na casa já havia polícia, Samu e foi informado de que a criança estaria morta.

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