CCR não é problema só em MS, no Rio, Assembleia Legislativa toma...

CCR não é problema só em MS, no Rio, Assembleia Legislativa toma atitude

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Com a decisão da CCR Barcas de promover mudanças sem aviso prévio nas linhas Cocotá, Araribóia e Paquetá, no Rio de Janeiro, o que com certeza trará grande transtorno aos moradores dessas localidades, o presidente da Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa, deputado Dionísio Lins (Progressista), notificou a direção da empresa para que ela enumere os motivos que levaram às alterações realizadas sem consulta à agência reguladora, à secretaria estadual de Transportes e principalmente sem ouvir os usuários. Ele afirmou ainda que irá pedir um parecer da Promotoria do Governo do Estado sobre essa decisão da empresa.

“Essas mudanças vão atingir diretamente os usuários que já têm seu dia a dia programado, dentro dos horários existentes. Queremos saber se foi realizado algum tipo de estudo técnico sobre o impacto que essa decisão causará aos usuários e, caso afirmativo, que ele seja apresentado. Para se ter uma ideia, a barca de 8h, que faz a linha Cocotá – Praça XV transporta diariamente cerca de 600 pessoas. Isso sem falar dos moradores de Paquetá, que têm nas barcas seu único meio de locomoção. Uma verdadeira covardia!”, alerta.

Dionísio lembra também que, devido ao recesso parlamentar, fica impedido de antecipar a audiência pública que está deliberada para a primeira semana de fevereiro, que tem por finalidade cobrar um ajuste de conduta da concessionária para um melhor aproveitamento dos horários pelos usuários dessas linhas, bem como melhoria na qualidade desse modal de transporte.

Ele vai cobrar ainda o uso de embarcações de menor porte nos horários quando o número de usuários é reduzido, evitando assim que a empresa possa alegar “custo muito alto” para transporte nesses horários.

Sinceramente, não entendi essa posição da direção da CCR Barcas. Sabemos que o estado, assim como o país, atravessa um momento delicado em suas finanças, mas chega de querer levar vantagem sobre uma população que normalmente viaja em embarcações sujas e sem segurança”, finaliza.

Fonte: Jornal do Brasil