Com Reinaldo, MS encurtará distância com os mercados asiáticos

Com Reinaldo, MS encurtará distância com os mercados asiáticos

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Caminhos da chamada Rota Bioceânica, que ligam os oceanos Atlântico e Pacífico, passando por Mato Grosso do Sul, vão encurtar a viagem até a Ásia e dar mais competitividade aos produtos de exportação. Vários projetos de corredores rodoviários e ferroviários foram discutidos ao longo de décadas no Brasil, mas nunca saíram do papel. Com Reinaldo Azambuja (PSDB), planos foram destravados e MS está perto de uma conexão com os portos do Pacífico.

“Nós tiramos da gaveta projetos estruturantes de integração que estavam paralisados há anos. Hoje temos a Rota Bioceânica Rodoviária, que sai de Porto Murtinho e adentra ao Paraguai, para chegar até o Chile; e temos a Ferrovia TransAmericana, que liga o porto de Santos (SP) aos portos chilenos e peruanos, passando por Mato Grosso do Sul”, explicou o governador, que é candidato à reeleição.

Com extensão de 1.950 quilômetros, a Rota Bioceânica Rodoviária vai interligar Mato Grosso do Sul aos portos de Antofagasta e Iquique (Norte do Chile), passando pelo Paraguai e Argentina. Os países estão se mobilizando para tornar realidade o trecho. O Paraguai já iniciou a pavimentação de 332 quilômetros de estradas e o Brasil já anunciou aporte de recursos para a construção da ponte de concreto entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta (PY).

Com o novo caminho, os produtos sul-mato-grossenses terão mais competitividade para chegar aos países asiáticos, como China, Japão e Índia. Estudos revelam que a distância seria encurtada em 11 mil quilômetros. Já o frete seria reduzido em 20%. Entre janeiro e setembro de 2018, MS exportou 4,48 bilhões de dólares em diversos produtos para todo o mundo. Desse total, 46% tiveram como destino a China, conforme dados da balança comercial.

Ferrovia

Outra ligação importante citada por Reinaldo é a Ferrovia TransAmericana, que será a mais importante da América do Sul. O modal logístico engloba 1,6 mil km de ferrovia, ligando o Porto de Santos a Corumbá. Outros 600 km da ferrovia estão dentro da Bolívia, totalizando 2,4 mil km de linha férrea. Para o Governo do Estado, a Ferrovia TransAmericana desponta como um corredor logístico integrado, conectando terminais, ferrovias e portos.