Comissão eleitoral pune Rachel Magrini por divulgar fake news

Comissão eleitoral pune Rachel Magrini por divulgar fake news

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Na reta final das eleições para a presidência da Seccional Mato Grosso do Sul da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MS), a chapa candidata Rachel Magrini foi punida pela Comissão Eleitoral por divulgar notícias falsas e por fazer campanha antecipada. Juntas, as punições resultam em uma multa de 10 anuidades ao grupo que tem Rachel Magrini como presidente.

Na decisão em que Rachel Magrini foi punida por compartilhar e manter em suas redes notícias falsas (fake news), a relatora e integrante da Comissão Eleitoral da OAB, Lídia Maria Ribas, foi enfática: “Não se pode confundir a liberdade de expressão – princípio consagrado pela Carta Magna – com o direito de ofensas e falta de limites. Assim, a matéria veiculada transborda os limites dos questionamentos políticos e descamba para a ofensa pessoal e institucional”, justificou a relatora em sua decisão.

A Comissão Eleitoral ainda sustentou que a postura da chapa de Rachel Magrini, ataca não apenas o candidato adversário, mas a própria OAB, instituição que Rachel Magrini postula ser presidente. “A conduta da representada além de atacar a imagem do atual gestor da OAB-MS, deprecia não somente o candidato, mas a própria Ordem dos Advogados do Brasil, em total dissonância com as exigências da legislação eleitoral”, asseverou.

A reportagem em questão foi veiculada por um site ligado a uma empresa de publicidade, em que acusações falsas sobre o uso de recursos da OAB em publicidade (a área de atuação do site da empresa de painéis publicitários que usa o jornalismo como atividade paralela para seus interesses).

Termos chulos como “torra dinheiro em publicidade” foram usados pelo site que divulgou a fake news. Houve ordem para retirar do ar a reportagem, que não condiz com a realidade e distorce informações contábeis da OAB. Mas a ordem da comissão foi descumprida e, pior, a chapa de Rachel Magrini manteve o compartilhamento da reportagem fantasiosa, fato motivador da punição.

Na outra condenação contra a chapa comandada por Rachel Magrini, o grupo foi condenado pela Comissão Eleitoral no pagamento de mais cinco anuidades, desta vez, por propaganda eleitoral antecipada, fora do período de campanha.