Consórcio Guaicurus ameaça parar caso não receba compensação financeira

Consórcio Guaicurus ameaça parar caso não receba compensação financeira

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Problemas incluem rodas caindo nas ruas. (Foto:Reprodução/Arquivo Correio doestado

Pelo visto, conforme muito bem apurado e publicado pelo portal O Jacaré, a prefeitura de Campo Grande precisará providenciar uma “fábrica de dinheiro”, pois a partir do pedido judicial, inicialmente negado, por parte do Consórcio Guaicurus em busca de recurso por conta de perdas impostas pela decisão da prefeitura que para defender a população suspendeu a circulação de coletivos. Pois bem, o Consórcio ameaça suspender as atividades caso não seja atendido, o que indica estar colocando a faca no pescoço do prefeito.

Fica a impressão de que se o prefeito se intimidar e aceitar, terá que fazer o mesmo socorro aos comerciantes que fecharam seus estabelecimentos, demitiram funcionários, clínicas que suspenderam as atividades, os ambulantes que precisaram sair das ruas, as companhias aéreas que precisaram guardar seus aviões, os médicos que precisaram fechar consultórios, os taxistas que precisaram aderir aos aplicativos e milhares de outras atividades prejudicadas na mesma situação de luta pela preservação de vidas. Até o momento a Justiça foi justa em negar a liminar pleiteada pelo consórcio, mas não se sabe o que ainda pode vir com o julgamento da questão.

Em sendo assim, o ideal inicialmente para os funcionários do Consórcio terem trabalho garantido e pelo bem geral da população há muito tempo clamando por isso, é a prefeitura de Campo Grande através de seu setor jurídico, já ir preparando edital em regime de urgência, para concessão do transporte coletivo no município, pois o Consórcio já avisou em petição ao judiciário, que se não for compensado financeiramente irá demitir os funcionários e ao que entende o leigo, encerrar as atividades e ir embora.

Ao atender o que pede o Consórcio, o prefeito irá se contradizer com a população que desde que ele assumiu pede providências contra o serviço deficiente prestado pelo transporte coletivo com ônibus circulando sem cumprimento de horários, sujos, quebrados ou quebrando em via pública, portas caindo além de frota velha e perigosa. Recentemente surgiram novos ônibus que foram pulverizados em meio a frota antiga, além de veículos menores em nada resolvendo a situação dos usuários.

A população também lembrará da promessa do prefeito durante campanha eleitoral, quando dizia que iria ficar conhecido como o prefeito que renovou a frota de coletivos em Campo Grande inclusive que ela seria dotada de ar condicionado. Mesmo antes da pandemia, o pouco que já existia antes da eleição, foi retirado e ao que contam, vendidos pelas empresas ou transferidos para outros municípios onde operam.

Lotação é a rotinA