Cuba anuncia que profissionais do País não continuarão no Mais Médicos

Cuba anuncia que profissionais do País não continuarão no Mais Médicos

COMPARTILHAR
Cuba exige que médicos retornem até 31 de dezembro.

O Ministério da Saúde Pública de Cuba divulgou nota, nesta quarta-feira (14), anunciando que os profissionais do País não vão mais continuar participando do programa Mais Médicos após declarações do presidente eleito Jair Bolsonaro de que modificará termos e condições do programa.

Em longa nota publicada no site do ministério cubano, o País informa que Bolsonaro fez declarações “diretas, depreciativas e ameaçadoras” à presença dos médicos cubanos no Brasil, o que representou uma “lamentável realidade”. “As modificações anunciadas impõem condições inaceitáveis e violam as garantias acordadas desde o início do programa”, em agosto de 2013.

Pelo Twitter, o presidente eleito afirmou que a continuidade do programa dependeria da aplicação de teste de capacidade e salário integral aos profissionais que, segundo ele, é destinado “à ditadura” cubana. Ele defendeu ainda que os médicos pudessem trazer suas famílias ao Brasil. Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou.

O ministério cubano rebate a informação e diz que aos médicos “foi-lhes conservado seu postos de trabalho e o 100% de seu ordenado em Cuba, com todas as garantias de trabalho e sociais, como os restantes trabalhadores do Sistema Nacional da Saúde” do País. Informa que o posicionamento de Bolsonaro desrespeita o convênio firmado, ainda no governo Dilma Rousseff, com a Organização Pan-americana de Saúde e o País “ao questionar a preparação de nossos médicos e condicionar a permanência deles no programa à revalidação do diploma e como única forma de contratação individual”.

“Não é aceitável que se questionem a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com apoio de suas famílias, prestam serviços em 67 países atualmente”, informa o ministério cubano. Segundo Cuba, em cinco anos de trabalho, “cerca de 20 mil colaboradores cubanos atenderam a 113.359 milhões de pacientes em mais de 3,6 mil municípios”.

O governo cubano só deixou de comentar o fato de a maior parte do dinheiro destinado os médicos, ficar com aquele governo. Também não se manifestou sobre a questão em que os médicos tragam seu familiares.