DENAR prende traficante “rei” em festas, tinha “laboratório” e que fidelizava clientes

DENAR prende traficante “rei” em festas, tinha “laboratório” e que fidelizava clientes

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Investigando uma situação de tráfico de entorpecentes em festas eletrônicas em Campo Grande, policiais da DENAR – Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico, acabaram desmontando além do esquema apurado, tráfico no sistema dique-droga e ainda um rudimentar laboratório para preparação de entorpecente. O agravante da situação, é que o crime acontecia quase ao lado de uma escola municipal em Campo Grande.

Todo o esquema era comandado por Melvis Salustiano dos Santos, autuado em flagrante de tráfico acrescido de diversos agravantes, inclusive o da proximidade da escola. A investigação inicial apontava a atuação de Melvis, na venda de entorpecentes em festas eletrônicas.

O monitoramento realizado pelos investigadores, revelou a atuação de Melvis também no “Disque-Droga”, assim como levou ao “QG” do tráfico montado pelo indivíduo, cujo endereço não foi revelado pela polícia por conta de investigação ainda em andamento. Na casa usada para guarda e preparo de drogas, os policiais encontraram grande quantidade de entorpecente, apetrechos para o fracionamento, embalagem e posterior venda.

Melvis disse ter alugado o imóvel para servir de depósito e preparo de drogas, ele mesmo chamando o local de “QG”, que funcionava praticamente vizinho da Escola Municipal Nelson de Souza Pinheiro. De acordo com a polícia, o indivíduo possuía uma estrutura completa para realizar o fracionamento e embalagem da droga, utilizando seladoras de embalagens plásticas a vácuo e balanças de precisão, dentre outros apetrechos apreendidos.

Melvis mantinha um laboratório rudimentar, mas eficiente para a produção de haxixe, produto com grande quantidade de THC e de valor elevado na venda. Com a pesagem o entorpecente apreendido totalizou 7,410 quilos de maconha, sendo 7 tabletes e 72 porções já fracionadas e embaladas, além de 80 comprimidos de ecstasy.

Os policiais constataram que Melvis “agradava” sua clientela fornecendo junto com a maconha, papel de seda, próprio para a elaboração de cigarros de maconha, e um chaveiro em formato de folha da droga, com o intuito de fidelizar e identificar seus clientes. Ele está autuado em flagrante e ainda continua sendo investigado, assim como sua clientela, apurada através de anotações.