Deputados pedem mais investimentos na Saúde e maior combate contra dengue

Deputados pedem mais investimentos na Saúde e maior combate contra dengue

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Imagine estar com os ossos do quadril quebrados e à espera de uma cirurgia há quase dois anos? Essa é a realidade de uma mulher em Campo Grande, que teria caído de um leito da Santa Casa, segundo lamentou o deputado Professor Rinaldo (PSDB), durante sessão desta quinta-feira (2), em discurso na tribuna por mais investimentos na Saúde em Mato Grosso do Sul.

Deputado Rinaldo

“A filha dessa mulher quem me contou essa história durante um almoço no feriado. Houve judicialização do caso e nem assim o prazo para a cirurgia teria sido cumprido. Conto a vocês e me solidarizo com a família, porque a Saúde no Brasil está um problema difícil de erradicar. O Governo do Estado inaugurou o Hospital do Trauma, que estava parado há 21 anos. Fez a parte dele repassando recursos, mas a União não tem cumprido com a contrapartida de R$ 6 milhões. Faltam leitos para as quase 2,5 mil cirurgias em espera. É de se indignar”, afirmou o deputado.

Segundo Rinaldo, também falta atendimento humanizado e educação para o trânsito, devido ao aumento dos acidentes e consequentemente as cirurgias ortopédicas. “Nós podemos pagar um plano de saúde, mas a maioria dos brasileiros não. Trabalhei 12 anos dentro de uma unidade hospitalar e sei a luta, principalmente em casos de alta complexidade”, destacou.

Deputado Cabo

O deputado Cabo Almi (PT) concordou. “Essa devia ser uma área prioridade e continuamos patinando. Se não tem plano vai para a UPA [Unidade de Pronto Atendimento] e já sabe que de lá precisa ter vaga, senão ou melhora ou morre. Infelizmente essa é a verdade. E é muito difícil médico assinar laudo confirmando que foi negligência em atendimento ou falta de vaga hospitalar. Também é preciso corrigir a tabela de repasses do SUS, o Sistema Único de Saúde e cobrar a liberação das nossas emendas”, resumiu Almi.
Dengue

Outro problema que congestiona o sistema de Saúde são os casos de dengue que, segundo Rinaldo, colocou novamente Campo Grande no ranking das cidades com epidemia. “Estamos em segundo lugar em número de casos perdendo apenas para Goiânia. Faltou trabalho de prevenção. Que dessem desconto no imposto para os que mantivessem terrenos e quintais limpos”, sugeriu.

Razuk cobrou repasses da Secretaria de Saúde

Deputado Neno Razuk

Neno Razuk (PTB) disse em discurso na tribuna que a situação “está catastrófica”. “Tivemos mais uma morte de uma criança de 7 anos. Está em todas as áreas, não escolhe raça, cor ou classe social. Faltam campanhas de conscientização e repasse de recursos da Secretaria Estadual de Saúde para que os municípios façam sua parte”, criticou.

Os deputados João Henrique (PR) e Lucas de Lima (SD) também externaram preocupação com o aumento dos casos. “Temos um projeto de lei em conjunto que dispõe sobre a isenção do imposto para todos os repelentes comercializados em Mato Grosso do Sul. Aqui também temos tantas obras paradas, que servem de reduto para criadouros de mosquito”, analisou Lucas de Lima.

João Henrique defendeu o projeto na tribuna. “Ele mexe com questão financeira, teria um impacto no Governo, mas é possível sim de ser aprovado. Um grande incentivo ao uso do repelente e prevenção de novos casos”, finalizou.