Eduardo Bolsonaro vai se retirar dos holofotes enquanto aguarda embaixada

Eduardo Bolsonaro vai se retirar dos holofotes enquanto aguarda embaixada

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Eduardo Bolsonaro. (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) vai abandonar os holofotes durante o período de recesso parlamentar. Depois de reafirmar ao presidente Jair Bolsonaro o interesse em assumir a embaixada norte-americana, em reunião no domingo, o parlamentar resolveu submergir à polêmica a fim de evitar mais exposição. Pessoas próximas dizem que ele não vai abandonar a “luta”, mas adotar uma “estratégia mais inteligente”.

O planejamento é ancorado na defesa feita por aliados. No Twitter, ele replicou e agradeceu uma mensagem de apoio do deputado Felipe Francischini (PSL-PR), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Em um primeiro momento, o suporte a ele é orgânico, sendo executado pela rede de apoiadores do PSL.

Quem também defendeu foi a deputada Carla Zambelli (PSL-SP), para quem, para assumir o cargo, não há a necessidade de carreira diplomática. “Eu apoio a indicação do Eduardo desde o começo. Fui uma das primeiras, que se pronunciou, e tem alguns pontos que a gente conversou. Primeiro, que esse cargo de embaixador não precisa ser diplomata. Você só precisa ser informado. Não vai ser alterado o corpo diplomático”, destacou.

O maior cabo eleitoral de Eduardo durante o recesso parlamentar, no entanto, continuará sendo o pai. Nesta terça-feira (16), o presidente assumiu a responsabilidade e voltou a defender o filho, negando que seja uma tratativa para fazer o deputado “se dar bem”. “Olha, se eu fosse um mau caráter, estaria indicando ele, como mau caráter que não sou, para um ministério desses que vocês sabem que tem dezenas de bilhões de orçamento. E não é essa a intenção. A intenção é nos aproximarmos cada vez mais com países que têm a economia mais próspera do mundo para que nós possamos, juntos, andar de mãos dadas”, declarou.

O governo aguarda somente alguns detalhes para bater o martelo e confirmar a indicação de Eduardo. Primeiro, o Ministério das Relações Exteriores tem que enviar aos EUA o “agreement”, ou acordo com o nome do postulante à chefia da Embaixada brasileira em Washington. “A partir da confirmação da firma desse documento, outras ações serão tomadas para a ida do deputado Eduardo Bolsonaro aos EUA como nosso embaixador. Não tem um tempo para isso, mas vamos perseguir de forma contínua e eficaz para que, no menor prazo possível, isso possa se concluir”, afirmou o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros.