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Equipe de robótica da Escola do Sesi de Dourados inicia preparação para a F1 in Schools

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Das mãos dos alunos da equipe de robótica da Escola do Sesi de Dourados que integram a escuderia BR Racing surgem uma miniatura de carro de Fórmula 1. A criação do modelo faz parte do projeto da equipe para participar da etapa 2021 da competição F1 in Schools – um projeto internacional da Fórmula 1 que desafia estudantes das escolas do Sesi na criação de carros para uma corrida em miniatura -, prevista para ser realizada no mês de maio em São Paulo (SP).

Na Escola do Sesi de Dourados, os alunos da escuderia BR Racing já se preparam para a temporada 2021 com o planejamento e desenvolvimento do design do carro. Os alunos reuniram-se de forma presencial, seguindo todas as medidas de biossegurança, para a usinagem do primeiro modelo de carro e, acompanhados pelos técnicos-professores Priscilla Keroline e Wesley Sarati, eles receberam a análise do técnico Fabio Rodrigo, do Departamento Regional do Sesi, que auxiliou com materiais e equipamentos para o desenvolvimento do projeto.

Segundo o professor Wesley Sarati, que leciona a disciplina de Física, é importante começar os trabalhos ainda neste ano. “Usinar o nosso primeiro modelo ainda neste ano é de suma importância para os testes e analises, que é um ponto fundamental dentro da área da engenharia da equipe”, falou, completando que, trabalhando de forma remota, os “engenheiros” da equipe estudaram e planejaram o carro por meio do software Fusion 360°.

A segunda etapa foi a parte prática, quando os alunos usinaram o carro no bloco de poliuretano com ajuda de uma impressora em 3D, sendo que essa etapa levou aproximadamente 22 horas para ser finalizada e o resultado foi excelente. O aluno Gabriel Moises Ribeiro Lanzani, que desempenha a função de engenheiro da equipe, falou das expectativas para a temporada 2021 e sobre a importância da próxima etapa dos trabalhos, que será a fase de testes do modelo desenvolvido pela equipe.

“É muito importante para nós estar tendo a oportunidade de começar a usinar nosso carro ainda em 2020, pois dessa forma temos mais tempo para analisar e melhorar todos os elementos que compõe nosso carro para que ele tenha o melhor desempenho possível no torneio nacional“, completou Gabriel Lanzarin. Os carros precisam seguir regras internacionais da competição, o design é o diferencial de cada modelo, por isso os estudantes precisam estudar aerodinâmica, escolha de materiais, tudo para melhorar o desempenho do modelo.

A professora Priscilla Keroline Franco Neto, que também lecionada a disciplina de Física e é técnica da equipe, ressaltou o protagonismo dos alunos na realização de todas as etapas do projeto, desde planejamento, estudos de desenvolvimento do design e confecção do carro. “Esse momento que o Departamento Regional do Sesi está proporcionando para a equipe é de grande importância, dessa forma conseguiremos ter dados mais concretos através dos testes físicos que serão realizados com o carrinho já usinado. Estamos com grandes expectativas para a temporada de 2021 e só temos a agradecer por todo suporte que a Escola e o Departamento Regional do Sesi têm dado”, completou.

F1 in Schools

Realizado desde 2019, o programa F1 in Schools desafia estudantes de 9 a 19 anos de idade das escolas do Sesi a criarem modelos de carro em miniatura para competir em uma pista de corrida. O campeonato, que faz parte de um projeto internacional realizado pela própria Fórmula 1, reproduz desafios profissionais envolvidos em uma corrida de carros do início ao fim, desde a criação da escuderia até o enfrentamento nas pistas.

E não é apenas a velocidade que conta, é necessário usar recursos tecnológicos para projetar, modelar e testar o protótipo. Na preparação para o mundo profissional os jovens competidores precisam pensar em marketing, patrocínio, plano de negócios e estratégias em mídias sociais. As equipes também desenvolvem um projeto social, que pode ser usado como critério de desempate no resultado sinal.

Os estudantes se reúnem em times de três a seis pessoas, se dividem entre funções de gerenciamento, engenharia e design que darão suporte para a escuderia, que funciona como uma pequena empresa. A equipe prepara o plano de negócios e corre atrás de patrocínios para cobrir os custos da competição.

Na última etapa da competição os carros são testados em uma pista reta de 20 metros. Além da velocidade a premiação e classificação para a etapa mundial se baseiam no resultado de um conjunto de ações como elaboração do plano de negócios, marketing e mídias sociais, apresentação e envolvimento em uma ação social.