Ernesto Araújo pede demissão do Ministério das Relações Exteriores

Ernesto Araújo pede demissão do Ministério das Relações Exteriores

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No final da manhã desta segunda-feira (29), Ernesto Araújo pediu demissão do Ministério das Relações Exteriores. O diplomata está reunido com o presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto e pediu para sair para não ser demitido.

No Palácio do Planalto, a informação é de que não havia mais condição de Araújo permanecer no governo depois dos ataques que fez à senadora Kátia Abreu. Ele a acusou de fazer lobby para empresa chinesa na tecnologia 5G. Há uma rebelião no Senado contra o agora ex-ministro. O governo teme que, com Araújo no governo, os senadores ponham em prática a CPI da Covid, que está na gaveta do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.

Bolsonaro se mostrou resistente em demitir o diplomata, mas foi aconselhado pelos assessores mais próximos, inclusive os ministros militares, a abrir mão do subordinado, um dos mais radicais do governo, para manter uma boa relação com o Congresso neste momento em que a popularidade do governo está em baixa.

Agora, o presidente da República corre atrás do substituto de Araújo. A lista de candidatos incluiria nomes como Nestor Forster, embaixador em Washington; Luiz Fernando Serra, embaixador em Paris; e Maria Nazareth Farani Azevêdo, cônsul-geral do Brasil em Nova York. Também há a opção do almirante Flávio Rocha, que chefia duas secretarias do governo, a de Comunicação e a de Assuntos Estratégicos.

Ernesto Araújo representa a extrema-direita no governo. Por conta de sua postura radical, fechou portas importantes na diplomacia, sobretudo com os Estados Unidos e China, as duas principais potências do planeta. Nunca, na história do Itamaraty, o Brasil foi visto como pária, como atualmente.

Fonte: Correio Braziliense