EUA atacam Síria com mais de 100 mísseis e apoio da França e Reino Unido

Por AFP

Estados Unidos, França e Reino Unido bombardearam alvos na Síria, na madrugada deste sábado (14), em uma ação coordenada contra o regime de Bashar Al Assad uma semana após um suposto ataque com armas químicas ter matado cerca de 40 civis nos arredores de Damasco.

O secretário americano de Defesa, general Jim Mattis, informou que os ataques terminaram e que “no momento, não planejamos ações adicionais”. Segundo o general, foi enviada uma “mensagem clara” ao regime sírio. “É o momento de as nações civilizadas se unirem com urgência para acabar com a guerra civil, apoiando o processo de paz liderado pelas Nações Unidas”.

O chefe do Comando Conjunto dos EUA, general Joe Dunford, revelou em entrevista coletiva que os alvos “foram especificamente identificados para reduzir o risco de envolver as forças russas” na Síria. O ministério russo das Relações Exteriores confirmou que “nenhum míssil de cruzeiro disparado por Estados Unidos e seus aliados entrou nas zonas de responsabilidade das defesas aéreas russas, que protegem instalações em Tartus e Hmeimim”. As forças russas têm uma base naval em Tartus e uma base aérea em Hmeimim.

Reação síria

O ministério russo da Defesa revelou que foram disparados “mais de 100 mísseis de cruzeiro do mar e do ar contra objetivos militares e civis sírios (…) e um “número significativo” foi derrubado por defesa aérea local.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH) informou que “foram registrados bombardeios ocidentais contra centros de pesquisa científica, várias bases militares e locais da Guarda Republicana em Damasco e seus arredores”.

A ministra francesa da Defesa, Florence Parly, revelou que os ataques atingiram o “principal centro de pesquisas” e “duas unidades de produção do programa clandestino químico” do regime sírio. “Esta capacidade de desenvolver, de produzir armas químicas foi atingida (…). O objetivo era simples: impedir o regime de fazer novamente o uso de armas químicas”.

Armamentos diferentes

Segundo um oficial americano, os ataques aéreos coordenados utilizaram diferentes tipos de armas, incluindo mísseis de cruzeiro Tomahawk. Quatro aviões tornado dispararam mísseis Storm Shadow contra “um complexo militar, uma antiga base de mísseis, a cerca de 24 km a oeste de Homs, onde se suspeita que o regime armazene substâncias para fabricar armas químicas”, revelou o ministério da Defesa em Londres.

“Foram realizadas análises muito cuidadosas para determinar onde era melhor atacar com os Storm Shadows a fim de maximizar a destruição de produtos químicos armazenados e minimizar qualquer risco de contaminação nas áreas circundantes”. “As informações iniciais mostram que a precisão dos Storm Shadow e o planejamento meticuloso resultou em um ataque de sucesso”.

Aeronave do Reino Unido (Foto: CPL L TTHE WS/AFP)

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