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Ex-governador de MT acusado de mandar matar 2 em SP vai depor em maio

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Ex-governador Júlio Campos (Arquivo)

O ex-governador de Mato Grosso, Júlio Campos (DEM), foi intimado para audiência no dia 2 de maio de 2019, em Cuiabá, no âmbito de uma ação que apura um duplo homicídio em que ele é apontado como supostamente o mandante, crimes cometidos em 2004. Os crimes vitimaram o geólogo Nicolau Ladislau Ervin Haralyi, morto na cidade de São Paulo (SP), e o empresário Antônio Ribeiro Filho, assassinado no Guarujá, litoral do Estado de São Paulo e ocorreram em julho e agosto de 2004, respectivamente.

A despacho é da juíza Mônica Perri e foi proferido no último dia 20 de março. O procedimento judicial atende a uma carta precatória da Primeira Vara do Júri do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), onde tramita o processo que apura a suposta participação de Júlio Campos nos assassinatos.

“Em razão da distribuição desta missiva a este juízo, designo o dia 2 de maio de 2019, às 14h, para o cumprimento do deprecado. Expeça-se o necessário para a realização do ato, inclusive requisição de preso e testemunha se for o caso”, diz trecho do despacho.

No âmbito do mesmo processo, a tabeliã substituta do 3º Tabelionato de Notas e Ofício de Registro Civil das Pessoas Naturais, localizado em Cuiabá, Nilza Maria Barros Maciel Correa, também foi intimada para uma audiência, mas no próximo dia 23 de abril, igualmente na Décima Segunda Vara Criminal do TJ-MT. Assim como no caso de Júlio Campos, a convocação judicial atendeu a uma carta precatória do TJ-SP, e versa sobre os assassinatos ocorridos supostamente a mando do ex-governador, em 2004.

O “enredo” do crime, conforme denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal (STF), seria uma disputa por terras que totalizam 87 mil hectares. Segundo as investigações, Antônio Ribeiro Filho vendeu à Júlio Campos a Agropastoril Cedrobom, em Mato Grosso – que teria em seus domínios jazidas de pedras preciosas.

Campos, porém, teria registrado o negócio no nome de dois de seus funcionários justificando que estava com o nome “sujo”, e com “problemas” na Justiça. As investigações apontam que as mortes ocorreram para ocultar o esquema ilegal de repassar a propriedade para laranjas.

O geólogo Nicolau Ladislau Ervin Haralyi também trabalhava na propriedade. Ainda de acordo com as investigações, policiais militares e civis de Campo Grande (MS), foram os executores do crime.