Famílias remanejadas da Cidade de Deus recebem primeiras casas no Bom Retiro

Famílias remanejadas da Cidade de Deus recebem primeiras casas no Bom Retiro

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Governador Azambuja e prefeito Marquinhos entregam as primeiras casas. (Fotos: Chico Ribeiro e Edemir Rodrigues)

O governador Reinaldo Azambuja acompanhou nesta segunda-feira (26) a entrega das primeiras 15 casas do projeto executado em parceria com a prefeitura da Capital no bairro Bom Retiro, para abrigar famílias que viviam em situação de vulnerabilidade na antiga comunidade Cidade de Deus. Serão entregues, ao todo, 136 moradias no local.

É a concretização de um sonho já que eles viveram por muitos anos em barracos e agora edificaram suas próprias casas com piso, reboco e forro. As novas habitações têm dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço, em 46,07 m² de área construída. Ao pisar na sua primeira casa própria em 79 anos de vida, a dona Maria Moreira da Silva deixou para trás a vida sofrida nos 10 anos em que viveu no Lixão de Campo Grande recolhendo material reciclável para sobreviver.

Em março deste ano encontramos Maria Moreira no Bom Retiro, morando em um barraco junto com o filho no Bom Retiro. Ela conta que há três anos vivia ali. “Antes de mudar para a favela eu pagava aluguel, depois não aguentei mais pagar aluguel que fui ficando de idade, o pessoal não queria mais dar emprego, aí fui para a favela”, lembra a idosa. Emocionada, ela não se cansa de agradecer a Deus pelo que chama de “benção”.

“Primeiramente quero agradecer a Deus e segundo o prefeito, o governador e os ajudantes que estão dentro desta obra aí, e essas mulheres guerreiras que trabalham, enfrentam esse sol dia a dia. Esperei muito por esse dia, de receber a minha casa, e hoje Deus concedeu essa vitória na minha vida”, afirmou.

O grande diferencial deste programa habitacional é que as unidades foram edificadas pelos próprios moradores, que passaram por capacitação oferecida pela Fundação Social do Trabalho (Funsat), aprendendo uma nova profissão, e não terão que pagar mensalidade.

São 128 trabalhadores que receberam qualificação profissional para atuar na construção civil. Eles estão inscritos no Programa de Inclusão Profissional (Proinc), recebendo bolsa-auxílio de R$ 954,00, cesta básica, almoço e vale-transporte. Salete Lúcio da Silva, de 45 anos é uma delas. Fez curso de azulejista e pedreira e está feliz por ganhar uma casa e uma profissão. “Parece que estou no paraíso, sempre sonhei de construir minha casa, de ter a casa própria, é uma satisfação de dizer assim: hoje estamos entrando numa casa digna. Quero murar, comprar móveis, deixar bem bonito a minha casa”, diz ela.

As mulheres respondem por metade dessa mão de obra. E Salete quer retribuir pelo que recebeu. “Agora vou ajudar a construir a casa das outras pessoas que estão aqui”, anuncia a nova moradora do residencial. No início do treinamento, cada morador pode escolher a área da construção civil que tinha mais interesse em obter qualificação profissional, de acordo com suas habilidades.

Construção das demais casas segue acelerada

Com Assessoria