Funcionários de frigorifico realizam protesto em Pedro Juan Caballero

Funcionários de frigorifico realizam protesto em Pedro Juan Caballero

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Fotos: Divulgação

Antônio Coca

Pedro Juan Caballero capital do Departamento de Amambay, Paraguai fronteira seca com Ponta Porã, foi palco de uma intensa manifestação nesta quinta-feira (9), realizada pelos funcionários de um grande frigorifico da cidade paraguaia.

Conforme informações obtidas pelo site pontaporanews, a manifestação teve início ás 09h30 reunindo cerca de 600 funcionários que ocuparam rodovia PY 5 entrada da Colônia Fortuna Guazu, distrito de Pedro Juan Caballero. Eles protestavam contra uma determinação do Conselho Nacional de Competência CONACOM, que impede o reinicio das atividades no abatedouro, em virtude da proibição do funcionamento da Athena Food em operar a empresa Frigonorte.

O funcionário Clodomiro Duarte, que trabalha há mais de cinco anos no frigorifico, lembrou que o abatedouro estaria apto a retornar a partir do dia 1 de junho, porém a CONAMCOM barrou e solicitou um prazo de 30 a 90 dias para avaliar os procedimentos necessários para habilitar a Athenas e consequentemente liberar a volta do anate de animais no local.

De acordo com os funcionários, com a habilitação da Athenas Foods, que atende como Minerva no Brasil, pela “planta” de Pedro Juan Caballero, os produtores de gado da região temem o monopólio da produção de carne bovina.

“Atualmente a Athenas é responsável pelos frigoríficos em Assunção e outros municípios do Paraguai. Assim os produtores de Pedro Juan temem um possível monopólio do grupo da Athenas que ficaria com mais de 50% do abate com o grupo e venha a controlar o preço da carne bovina” informou Clodomiro, ressaltando que “esperamos que tudo seja resolvido da melhor maneira possível, para que possamos voltar a trabalhar”.

Os funcionários seguiram no final da manhã de quinta-feira, para a governadoria do Departamento de Amambay, onde foram recebidos pelo governador Ronald Acevedo. Eles tiveram do governador de que em uma semana a situação seria resolvida e o frigorifico voltaria a suas atividades normais, garantindo assim centenas de empregos diretos e indiretos no setor produtivo da região. O protesto foi pacifico e reuniu funcionários do frigorifico em Pedro Juan. Eles temem ficar sem emprego se o abate não retornar.