General Mourão será vice na chapa de Jair Bolsonaro

General Mourão será vice na chapa de Jair Bolsonaro

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Bolsonaro e Mourão oficializados nesse domingo

Agência Brasil

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) anunciou neste domingo (5) o general da reserva Hamilton Mourão (PRTB), presidente do Clube Militar, como seu vice na chapa para concorrer à Presidência da República. No início da tarde, a aliança foi formalizada pelo PRTB. Na convenção do partido, realizada na tarde deste domingo na capital paulista, o presidente do PRTB, Levy Fidélix, anunciou a retirada de sua candidatura para compor a aliança nacional com Bolsonaro.

Jair Bolsonaro participou da convenção do PRTB, ao lado do general Mourão. Em discurso, Mourão disse que aceitou o convite de Bolsonaro como cumprimento de missão e espírito de dever. “Para defesa dos nossos valores, da integridade do nosso território, do nosso patrimônio e de uma verdadeira democracia, onde haja oportunidade para todos e todos ascendam por seus próprios méritos, e não por esmolas”, afirmou.

O general acrescentou que pretende integrar um “governo austero, honesto, sem corrupção, com eficiência gerencial e com relacionamento republicano com os demais poderes, sem um balcão de negócios”. Após o discurso do general, Bolsonaro disse que, a partir daquele momento, deixava de ser capitão e seu candidato a vice, de ser general.

“Nós passamos a ser, a partir de agora, soldados do nosso Brasil”, afirmou Bolsonaro. “Temos uma enorme responsabilidade em mudar nosso Brasil. Não podemos mais ficar esperando qual facção vai continuará no poder.” O general Antônio Hamilton Martins Mourão tem 64 anos, é natural de Porto Alegre e entrou no Exército em 1972, ficando na ativa até fevereiro deste ano.

Perfil

Antônio Hamilton Martins Mourão é gaúcho de Porto Alegre, tem 64 anos. Entrou para o Exército em 1972 e ficou na ativa até fevereiro de 2018. Em 2015, quando estava no Comando Militar do Leste – durante o governo Dilma Rousseff -, causou polêmica após falar em discurso no Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR) em Porto Alegre que era preciso um “despertar para a luta patriótica” como saída para crise política do país. Acabou sendo exonerado do cargo de comandante das tropas na região Sul, e transferido para assumir uma posição na Secretaria de Economia e Finanças do Exército.

Em 2017, voltou a causar polêmica em outra palestra, desta vez no Clube do Exército em Brasília, quando comparou o governo Temer a um “balcão de negócios”. Também despertou polêmica em setembro passado ao afirmar que se a vida política continuasse a se degradar, o Exército seria obrigado “impor a solução”. Ele entrou para a reserva do Exército em fevereiro de 2018.