Guardas municipais do caso “armas de guerra” já estão no presídio

Guardas municipais do caso “armas de guerra” já estão no presídio

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Guardas desembarcaram correndo. Foto: Reprodução/Kisie Anoiã/Campo Grande News)

A Polícia Civil já não é mais responsável pela guarda e segurança de nenhum dos guardas municipais presos por conta do episódio das armas de guerra apreendidas a partir da prisão do primeiro deles, Marcelo Rios, o primeiro a ser transferido para presídio na manhã de hoje. Por volta de 15h, a Polícia Civil entregou no Centro de Triagem, os guardas Robert Kopetski e Rafael Vieira.

Marcelo Rios, definido por policiais como a peça mais importante no quebra-cabeça das armas de guerra, ainda na semana passada endereçou à Justiça um pedido manuscrito para que fosse retirado da carceragem do GARRAS. Na correspondência ele clamava por sua retirada do local pois temia por sua vida, pedido que levou o juiz Roberto Ferreira Filho, estipular prazo de 24 horas para que o Sistema Penitenciário providenciasse acomodação para Rios.

Robert e Rafael foram presos acusados de estarem ameaçando pessoas arroladas como testemunhas da polícia e mesmo quem poderia ou poderá ser intimado a depor sobre as armas apreendidas. Na prática a ação da polícia vai além da posse das armas, mas à recentes execuções ocorridas em Campo Grande.

A investigação seguiu nesse rumo, com a constatação que em meio ao armamento em poder de Marcelo Rios, estão fuzis que calçam munição semelhante às utilizadas nas execuções, entre as quais a do subtenente Figueiredo, chefe de segurança da Assembleia Legislativa. Após ele, foram mais duas execuções na mesma forma.

Nenhuma autoridade confirma ou desmente a possibilidade de que a investigação sobre as armas passe para as mãos da Polícia Federal. É sabido que Marcelo Rios não era o “senhor das armas”, mas exercia o trabalho clandestino ou bico como segurança particular, assim como os outros presos, o que seria de conhecimento público.