Homem escondeu corpo de mulheres em casa durante 6 anos em Mato...

Homem escondeu corpo de mulheres em casa durante 6 anos em Mato Grosso

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Foto: Reprodução Chico Ferreira/Gazeta Digital)

Corpos de duas mulheres desaparecidas em 2013 foram encontrados nesta segunda-feira (13), no terreno da casa do assassino, no bairro Nova Conquista, em Cuiabá, Mato Grosso. As vítimas Talissa de Oliveira Ormond, de 22 e Benildes Batista de Almeida, de 39 anos, se relacionaram com o assassino Adilson Pinto da Fonseca, de 48 anos.

A ossada de uma delas foi encontrada a mais de 1 metro de profundidade perto da calçada, na lateral da casal. Mesmo usando equipamento apropriado para rastreamento do solo, foi uma denúncia recebida que ajudou as equipes na localização do ponto em que o corpo havia sido ocultado.

A segunda ossada ainda não foi achada, contudo, Adilson confessou as duas mortes e informou onde enterrou a segunda vítima. Buscas são comandadas pelo Núcleo de Pessoas Desaparecidas, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP). Ele está preso em flagrante por ocultação de cadáver.

Os inquéritos, com mais de dois volumes de informações colhidas ao longo dos anos da investigação, direcionam para o suspeito. “Mas não tínhamos corpo e agora poderemos concluir”, afirmou o delegado Fausto José Freitas, que deve novamente interrogar o preso para saber das motivações e circunstâncias em que as mulheres foram assassinadas.

Desaparecidas

Talissa de Oliveira Ormond (22), teve o desaparecimento comunicado em 8 de julho de 2013. A mãe contou que ela tinha saído para trabalhar mas não deu mais notícias. Na empresa, a chefe informou que naquele dia ela foi trabalhar e saiu com um rapaz moreno. No dia seguinte ela teria ligado na empresa pedindo socorro, mas não deu mais notícias.

Benildes Batista de Almeida (39), desapareceu no dia 17 de dezembro de 2013. Ela morava na cidade de Asturia, na Espanha, e tinha voltado ao Brasil, onde passou cinco meses com a família. A filha dela entrou em contato com a Polícia Federal, que não identificou que ela tivesse saído do Brasil.