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Índice Geral de Desempenho Industrial de MS fica positivo pelo 11º mês consecutivo

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O IGDI (Índice Geral de Desempenho Industrial) de Mato Grosso do Sul, que foi criado pelo Radar Industrial da Fiems e é calculado com base nas pesquisas de Confiança e Sondagem Industrial, foi positivo no mês de abril, sendo o 11º mês consecutivo em que fica acima da linha divisória dos 50 pontos. Em abril, o Índice alcançou 53,5 pontos, indicando uma queda de 0,9 ponto percentual comparado com o mês de março.

Segundo o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, em abril, as variáveis de avaliação apresentaram o seguinte desempenho na passagem entre os dois meses: recuo nos índices de intenção de investimento, confiança e na participação das empresas com produção estável ou crescente. “Além disso, também há estabilidade na utilização da capacidade instalada e na participação das empresas que contrataram”, revelou.

Ele acrescenta que, quanto à atividade, constata-se que a produção ficou estável em 58,9% dos estabelecimentos. “No mês anterior, esse resultado era de 54,5%. Já a participação das empresas com expansão diminuiu de 18,2% para 12,4%, na mesma comparação. Ou seja, o ritmo de produção menos intenso pode ser a razão que explica a maior cautela apresentada pelos empresários industriais de Mato Grosso do Sul em relação à confiança e a intenção de investimento para os próximos meses”, detalhou.

O coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems destaca que, considerando os dados consolidados, constata-se que, apesar da queda na passagem mensal, o IGDI continuou acima dos 50 pontos no mês de abril. “Na prática, isso indica que, na média geral, o desempenho ainda foi relativamente positivo, segundo a percepção dos empresários respondentes”, finalizou.

O Índice

O IGDI reflete a percepção do empresário em relação ao desempenho apresentado pela atividade industrial. “Na elaboração, foram selecionadas cinco variáveis – emprego, investimento, produção industrial, utilização da capacidade instalada e confiança – e todas com peso de 20% na composição do Índice”, detalhou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems.

No caso do emprego na indústria, o IGDI utiliza o percentual de estabelecimentos que aumentaram o número de empregados, enquanto na parte de investimento o Índice leva em consideração a intenção de investimentos para os próximos seis meses. Já da produção é usado o percentual de indústrias com a produção estável ou crescente, da utilização da capacidade instalada se pega o percentual médio e da confiança a base é o ICEI (Índice de Confiança do Empresário Industrial).

O IGDI Fiems contou com a avaliação, validação e auxílio técnico do professor-doutor Leandro Sauer, da Escola de Administração e Negócios e do Programa de Pós-Graduação em Administração (Mestrado e Doutorado) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (ESAN/UFMS). “O professor é matemático com atuação na utilização de métodos quantitativos em economia e tem comprovada experiência na elaboração e uso de indicadores sintéticos”, reforçou o economista.

Com Assessoria