Indígenas confessam que envenenaram e estupraram jovem em Dourados

Indígenas confessam que envenenaram e estupraram jovem em Dourados

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Produto usado no assassinato.

Antônio Coca

O Setor de Investigações Gerais da Polícia Civil de Dourados (SIG), deu detalhes da tarde desta quinta-feira (19), sobre a prisão de três indígenas que confessaram que mataram a jovem indígena Dalmaris Vera Cario de 18 anos, encontrada morta na noite de ontem às margens da BR 163 em Dourados.

De acordo com a Polícia Civil o casal Gildo Garcia de 22 anos e Tereza Aquino de 35 anos, juntamente com Zenóbio Martins de 31 anos, todos moradores no acampamento Ñu Porã, nas proximidades do Parque das Nações 2º Plano, tiveram participação no homicídio.

Tereza teria premeditado o crime, já que acusava Dalmaris de manter um relacionamento com o marido dela. No sábado ela foi até um mercado da região e comprou veneno para matar formigas. No sábado Zenóbio e a vítima teriam mantido relações sexuais e ingerido bebida alcoólica na companhia do casal e quando Tereza percebeu que a jovem já estava alcoolizada colocou o veneno na bebida dela, como forma de vingança.

Pouco tempo depois Dalmaris começou a sentir-se mal e espumar pela boca, sendo levada para a casa de Zenóbio. Mesmo desacordada, a jovem foi estuprada por Gildo, segundo ele sem saber se estava morta ou viva. Zenóbio ao ver a cena mandou o homem embora.

Na madrugada Zenóbio constatou que Dalmaris estava morta e chamou o casal para se livrar do corpo. Ontem ela foi encontrada por um caminhoneiro que acionou a polícia. Os três indígenas foram presos e serão processados por ocultação de cadáver. Já Tereza por homicídio e Gildo também vai ser processado por estupro. O delegado Erasmo Cubas solicitou a prisão preventiva dos três acusados.

Trio detalhe crime do planejamento à execução.