Licença para Vans escolares atuarem em fretes, pode ser caminho para população...

Licença para Vans escolares atuarem em fretes, pode ser caminho para população contar com sistema de Lotação na Capital

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Serviço deve ainda contar com cobrador. Imagem ilustrativa

O plano da prefeitura de Campo Grande de publicar decreto autorizando veículos do transporte escolar atuarem no serviço de frete, pode ser o primeiro e acelerado passo para a população deixar de ser refém de um transporte coletivo caro, ruim e desrespeitoso com a população. Apesar da abertura ser específica para o período do coronavírus, pode se dizer que está aberta a discussão para a liberação do chamado serviço de Lotação.

Essa modalidade inclusive já existiu em Campo Grande nas décadas de 60/70 cobrindo a área central e então bairros próximos como Amambaí, Santo Amaro, Taveirópolis e outros. No interior do Estado as principais cidades mantiveram esse serviço, como Corumbá e Ladário, que contava com os “Expressinhos”, no início perigoso e com muitos acidentes graves, até que as autoridades regulamentaram horários, velocidade e lotação.

As lotações seriam mais um transporte alternativo para o cidadão cansado de ser espremido em velhos ônibus caindo portas, rodas, eixos e janelas ou simplesmente travando motor pelas ruas da área central ou bairros, conforme mostram seguidas reportagens na imprensa. A segurança dos passageiros evidentemente que estará garantida na exigência de qualificação do motorista, idade dos veículos, nunca mais que três anos, controle de velocidade através de tacógrafo ou limitador de velocidade funcionando como uma “caixa preta” registrando tudo durante o período de uso do veículo.

A prefeitura e a categoria dos transportadores, todos ME ou MEI e limitado a no máximo quatro veículos se organizariam na definição de itinerários. Será preciso o cuidado para evitar o que ocorre hoje com frotistas de táxis e o próprio transporte coletivo, praticamente um monopólio disfarçado através de arranjos políticos.