LUTO: Morre Dino Rocha, um dos maiores sanfoneiros do Brasil

LUTO: Morre Dino Rocha, um dos maiores sanfoneiros do Brasil

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orreu na noite desse domingo (17) em Campo Grande, Aldo Rocha, o músico Dino Rocha, aos n67 anos um dos maiores acordeonistas de Mato Grosso do Sul e que deixa a cultura sul-matogrossense de luto. Dino Rocha, um dos nomes mais marcantes do Chamamé de Mato Grosso do Sul enfrentava sérios problemas de saúde.

Internado há quase um mês, o artista estava em tratamento contra as complicações com o diabetes, no Hospital Regional. Familiares foram procurados pela imprensa mas abalados preferiram não se manifestarem sobre a saúde do músico que acabou falecendo na noite deste domingo.

Carreira memorável

Dino Rocha nasceu em Jutí/MS, filho de músicos, sua mãe era alemã e o pai, paraguaio e iniciou a carreira de sanfoneiro aos oito anos de idade. Em 1971, mudou-se para Campo Grande, ainda Mato Grosso. Em 1973, teve sua primeira participação na gravação, com o LP “Voltei amor”, da dupla Amambai e Amambaí. Ao longo da carreira gravou quinze LPs e cinco CDs. Como compositor fez mais de 50 composições, entre as quais, “Gaivota pantaneira”, parceria com o poeta e compositor Zacarias Mourão e também gravou declamando poemas caipiras, sendo o poeta Zacarias Mourão, criador do nome artístico Dino Rocha.

Em 1991, Dino Rocha recebeu o prêmio “Jacaré de prata” como melhor instrumentista do Brasil. Atuou em três capítulos da novela “Pantanal”, da Rede Manchete ao lado de Almir Sater e Sérgio Reis. Em 1997, criou seu próprio selo fundando a RR Gravação e Produção. Em 2000, foi convidado para participar do projeto “Balaio Brasil”, no SESC de São Paulo apresentando-se ao lado de Dominguinhos, Caçulinha, Sivuca, Hermeto Pascoal e Toninho Ferragut.

Em, 2001, com os mesmos músicos participou do projeto “Sanfona brasileira” pelo Centro Cultural Banco do Brasil no Rio de Janeiro, em São Paulo e Brasília. Em 2002, apresentou-se no SESC São Paulo no projeto “Brasil da sanfona”, quando representou a região centro-oeste. Em 2003, comemorou três anos de carreira com o lançamento de um CD onde regravou o sucesso “Gaivota Pantaneira’.

Seus três últimos trabalhos foram “Che Rancho Cuê (Meu rancho velho)”, “Pantanal, sanfona e viola” e “No rancho do chamamé”. Dino Rocha deixa considerável conjunto de obras musicais formado por 21 discos que consolidaram sua carreira em quatro décadas de música regional. Seu amadurecimento musical acompanhou a evolução da própria tecnologia no Brasil.