Mais um preso é achado morto na Máxima

Mais um preso é achado morto na Máxima

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Apesar do esforço da Agepen – Agência Estadual de Administração Penitenciária – e demais órgãos de segurança em evitar que a situação chegue ao conhecimento da imprensa e dai da população, quase no final da manhã desta quinta-feira (31), vazou a informação revelando a morte de mais um preso no complexo penal de Campo Grande. Em menos de cinco dias, é a quarta morte ocorrida em presídio de Campo Grande.

Desta vez quem morreu foi Moredson Teixeira Rodrigues, de 39 anos, encontrado morto na madrugada de hoje no Presídio de Segurança Máxima da Capital. Segundo relatado na polícia por plantonistas no presídio, por volta de 1h30 de hoje detentos passaram a gritar e bater nas grades chamando a atenção dos agentes que em seguida souberam que Moredson havia passado mal e morrido na cela 19 do pavilhão II.

Quase 100 anos de cadeia

Moredson estava entre as pessoas que se costuma dizer “só sairá da cadeia quando morrer”. Com 39 anos de idade, centenas de passagens pela polícia, definido por alguns como preso problemático pois até liderou motim no presidio e condenações beirando os 100 anos de cadeia por furtos, roubos, e sequestro eram poucas as chances de liberdade.

Sequência de mortes

Moredson é o quarto preso morto no Complexo Penal de Campo Grande somente esta semana. Na segunda-feira (28), Mateus de Souza Silva (20), foi encontrado morto no pavilhão 1-A, logo após o banho de sol, aparentemente por enforcamento.

Na terça-feira (29), morreram “ao mesmo tempo” Max Manoel Bezerra Gonçalves Neto, de 19 e Weverson Ferreira da Silva, de 20 anos, encontrados enforcados com cordas artesanais (feitas com pano) nas grades dos fundos do pavilhão II. Em todos os casos a Agepen afirma estar apurando e aguarda laudos do IML que determinarão as causas da morte, inclusive se houve mesmo enforcamento e se houve, foi cometido pela própria vítima ou terceiros. Na Polícia Civil os casos são tratados a princípio como morte a esclarecer.