O professor Deivid Almeida Lopes (38), acusado de violentar sexualmente, matar, esquartejar e sumir com o corpo do menino Kauan Andrade Soares dos Santos, de 9 anos, foi condenado a 66 anos de prisão em regime fechado pelos crimes contra a criança e vários outros. A sentença é do juiz Marcelo Ivo de Oliveira, titular da 7ª Vara Criminal de Campo Grande.
O criminoso foi condenado por 2 estupros de vulnerável, a 18 anos e 8 meses, por cinco casos de exploração sexual de adolescentes a 24 anos e 3 meses, a 1 ano de prisão por possuir material de cunho pornográfico, 15 dias por importunação ofensiva e a 22 anos e 3 meses pelo caso de Kauan, pelos crimes de estupro de vulnerável com resultado em morte, vilipêndio de cadáver e ocultação de cadáver.
Embora a sentença seja de primeiro grau, Deivid não pode apelar em liberdade e está preso desde 21 de julho de 2017. Conforme o processo, foram ouvidas 18 testemunhas de acusação e 5 de defesa. Inúmeros laudos indicam a presença de sangue da casa de Deivid assim como em móveis, utensílios, roupas de cama, toalhas e até tapete. Exames comprovaram que o sangue era de filho da mãe do menino. A barbárie teve inclusive testemunhas presenciais através de dois adolescentes que relataram na polícia e em juízo o abuso sexual, morte e esquartejamento do menino.
Crime
Desaparecido em junho do ano passado, conforme depoimento de testemunhas principais dos crimes, Kauan foi violentado ainda vivo e após ser assassinado pelo professor no dia 25 de junho e posteriormente esquartejado. Outros garotos revelaram que seguidamente eram abusados sexualmente pelo criminoso a troco de R$ 5 e R$ 15.
As testemunhas do barbarismo ainda relatam no processo, que foram obrigadas a cometer necrofilia (sexo com o cadáver) que em seguida foi esquartejado em várias partes e jogadas no rio Anhandui. O criminoso até então está preso no Instituto Penal, onde é mantido em segurança junto a outros presos por estupro, longe da massa carcerária via de regra inimiga mortal desse tipo de criminoso.
Há alguns anos um homem transferido de Aquidauana para Campo Grande por conta de crime semelhante, foi executado menos de três horas após ser recolhido ao presídio. Na mesma noite, outro acusado de estupro também foi morto.
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