Mato Grosso do Sul deve atrair R$ 5 bilhões em dois anos

Brasil 61

Mato Grosso do Sul passa por um boom de investimentos, segundo Jaime Verruck, titular da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), que substitui a antiga Semagro. Conforme o secretário, a previsão é que os investimentos no estado alcancem R$ 5 bilhões no biênio 2023/2024, particularmente no setor mineral. “A extração e produção do minério de ferro e manganês terá uma parcela significativa destes recursos, primeiro devido à grande demanda em todo o mundo e segundo por termos a terceira maior região ferrífera do Brasil, depois de Carajás, no Pará, e do Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais. Estes minerais (ferro e manganês) extraídos do Maciço da Reserva de Urucum são de altíssimo teor, e este tipo de minério é muito disputado pelos países importadores”, acrescenta.

Conforme Verruck, Mato Grosso do Sul elevou em sete vezes a exportação de minério de ferro e de manganês nos últimos cinco anos, quando o valor exportado saltou de US$ 250 milhões, em 2018 (US$ 160 milhões de minério de ferro e U$ 90 milhões de manganês), para US$ 1,3 bilhão até novembro de 2022, sendo US$ 1,1 bilhão de minério de ferro e US$ 200 milhões de minério de manganês. “A recuperação do setor começou em janeiro de 2018. Tivemos um crescimento acima da média na exportação de minério, quase sete vezes a mais”, comenta o secretário. Ele acrescentou que a mineração é de suma importância para o Estado e para os municípios produtores, no desenvolvimento sustentável e na geração de empregos.

Já o secretário Executivo da Mineração na Semadesc, Eduardo Pereira, lembra que Mato Grosso do Sul possui 214 empresas ligadas ao extrativismo mineral, distribuídas por diversos municípios, sendo o Polo Mineiro Ferro-Manganês de Corumbá e Ladário o principal, seguido por Bela Vista, Bodoquena, Miranda e Bonito, na produção de calcários calcíticos e dolomiticos.

Ele acrescentou que, do total das exportações minerais do estado, 81,77% correspondem ao minério de ferro e 16,61% de manganês. E informou que o setor gera mais de 4,3 mil empregos. Em 2022, o estado ocupou o sétimo lugar no valor da produção mineral no País, com um total de R$ 3,05 bilhões, além de se destacar na arrecadação de CFEM (Contribuição Financeira pela Exploração Mineral), com R$ 83,1 milhões.

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