Mercados e atacados abusam nos preços e Procon tenta conter a exploração

Mercados e atacados abusam nos preços e Procon tenta conter a exploração

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Chega a ser ridícula e criminosa a avareza por parte de proprietários dos chamados grandes mercados/atacarejos de Campo Grande. Agindo como urubus famintos sobre a carniça, estão aproveitando o pavor da população com o coronavírus e o temor de desabastecimento e, simplesmente cometem a sangria da clientela através da elevação de preços.

Sem opção, o cidadão acaba caindo nas mãos desses comerciantes cuja preocupação é ganhar e ganhar muito tirando ao máximo de proveito de um desastre que pode matar, pela doença e pela fome, mas também pela exploração. O Procon tenta conter a avareza, mas mal a fiscalização sai, tudo se repete. Bom seria se entrassem juntos a favor da população, fiscalização das Secretarias da Fazenda, Saúde, Vigilância Sanitária, Ministério do Trabalho e Ministério Público, com cada qual agindo a cada irregularidade constatada.

Diante de dezenas de denúncias apontando exploração com aumentos abusivos, principalmente nos estabelecimentos Atacadão e Assaí além de alguns mercadinhos e mercearias na periferia, para evitar que as pessoas sejam prejudicadas com aumentos injustificados de preços nesta época de pandemia, equipes de fiscalização da Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor – Procon/MS, órgão da Secretaria e Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho – Sedhast, permanecem alerta e visitando supermercados e hipermercados de Campo Grande.

Na terça-feira, por exemplo, o Procon Estadual, ao verificar preços em cinco estabelecimentos, altos em alguns deles, orientou a gerência a reduzir os valores fixados para venda de alguns produtos. Responsáveis por lojas fiscalizadas se mostraram sensíveis e, após as orientações diminuíram preços. Foram visitadas unidades das redes Comper, Atacadão e Assaí.

No Assaí da avenida Consul Assaf Trad, por exemplo, foram reduzidos os preços da cartela de ovo que, exposta por R$ 16,90 passou a ser vendida por R$ 14,90; o preço do trigo que estava a R$ 2,39 foi reduzido para R$ 2,29: feijão de R4 6,49 passou a ser vendido por R$ 5,39 enquanto o arroz de R$ 12,25 baixou para R$ 11,99. Outro local com preços majorados foi o Atacadão, na saída para Cuiabá. Entre os produtos, destaque para a cartela de ovos que vendida por R$ 14,95, teve o preço reduzido para R$ 12,90.

Duas unidades do Comper também receberam a equipe do Procon Estadual não tendo sido constatadas irregularidades. Durante a ação, que contou com a presença do superintendente Marcelo Salomão, foram promovidas orientações – em todos os estabelecimentos – principalmente a respeito dos cuidados em relação ao atendimento em fila preferenciais com destaque para idosos. Entretanto, não faltaram conselhos a respeito da necessidade de procurar evitar muita proximidade entre cliente para, assim, dificultar a disseminação do Coronavírus.

Superintendente do Procon, Marcelo Salomão nas vistorias.