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Mesmo foragido, dono do Shopping China afirma em nota que o Brasil não é sério no combate ao Covid-19

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Foragido da Justiça do Brasil onde está com prisão decretada pela Justiça Federal desde a Operação Patron, uma das fases da Lava Jato, o paraguaio com nacionalidade italiana Felipe Cogorno Alvarez, dono do Shopping China, maior loja de importados da América do Sul, por conta de suposto prejuízo financeiro com o fechamento de suas lojas no Paraguai, por determinação do governo daquele Pais, distribuiu hoje nota criticando as medidas sanitárias adotadas pelo Brasil, inclusive afirmando que o Brasil não está sendo sério na questão do novo coronavírus.

Em determinado trecho da nota Felipe Cogorno Alvarez afirma “É provável que nos próximos 15 dias os negócios de Assunção retornem ao normal, porque dependem do público local, que não representará mais um risco de contágio porque o país está tomando medidas extremas e sendo elogiado, mesmo internacionalmente. Nossa situação comercial é diferente e é a mais dramática do país, porque estamos localizados na porta de entrada da República Federativa do Brasil e dependemos totalmente de turistas, que não podem mais entrar no Paraguai. Decidimos fechar nossas lojas indefinidamente, o que nos faz pensar que seria uma quarentena (14 dias em agonia); no entanto, ao abrir nossas lojas, a situação será diferente. Nossos clientes são principalmente brasileiros e, infelizmente, o Brasil não está levando as medidas a sério, é um dos poucos países da região que não cancelou seus voos da Europa e os contaminados aumentarão dramaticamente nos próximos meses, atingindo seus pico nos meses de maio e junho e continue com essa epidemia nos meses de julho, agosto e setembro. A única maneira de nosso país controlar a importação do coronavírus será restringindo a entrada de estrangeiros no Brasil enquanto essa epidemia persistir nesse país. Em outras palavras, nosso afastamento do Brasil vai durar muito mais tempo do que imaginamos e será um golpe repentino para as empresas fronteiriças”.

Ele finaliza a nota pedindo que Deus abençoe a todos. Nenhuma autoridade brasileira ainda comentou em desmentido ou protesto pela manifestação do comerciante paraguaio.