Militares do Exército são presos acusados de tráfico de armas

Militares do Exército são presos acusados de tráfico de armas

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Foto:Correio Braziliense

Já nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira (23), agentes da Polícia Civil foram às ruas do Distrito Federal e de municípios do Entorno para cumprir os 22 mandados de prisão temporária e 40 de busca e apreensão contra organização criminosa responsável por tráfico de armas. A corporação batizou a operação de Shooter.

Entre os envolvidos, estão quatro militares do Exército Brasileiro, entre reformados e ativos, além de colecionadores de armas. Até a última atualização desta reportagem, 27 acusados tinham sido presos, seis deles em flagrante, de acordo com informações da Polícia Civil.

A investigação começou há quase três meses. No total, 180 agentes e 20 delegados participam da operação. Os mandados são cumpridos em Cruzeiro, Riacho Fundo I, Novo Gama (GO) e Valparaiso (GO). A investigação é da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (Draco), da Coordenação de Combate ao Crime Organizado, ao Crime contra a Administração Pública e contra a Ordem Tributária (Cecor).

Os investigadores encontraram três pistolas, um rifle, um revólver e munições de diversos calibres. Os agentes levaram os suspeitos para a carceragem do Departamento de Polícia Especializado (DPE), onde permanecerão à disposição da Justiça.

Em nota, o Exército confirmou a identificação dos militares e que aguarda outras informações sobre as investigações para adotar os procedimentos legais e disciplinares cabíveis. “Ao mesmo tempo, o Exército Brasileiro encontra-se em perfeita sintonia com os Órgãos de Segurança Pública do DF para a completa elucidação dos fatos. Reitera que o Exército não admite condutas que afrontem seus valores e princípios morais éticos, sustentáculos da nossa força”, afirma o texto.

Operação Paiol

Em 7 de março, agentes da 23ª Delegacia de Polícia (P Sul) deflagraram a Operação Paiol, que desarticulou uma associação criminosa acusadas de tráfico de armas no DF. Pedro Henrique Freire de Santana, ex-soldado do exército e ex-policial militar de Goiás, foi apontado como o chefe do esquema. A suspeita é de que ele conseguia os armamentos com ex-colegas de serviço.