MS na rota de operação da Polícia Federal no sistema S

MS na rota de operação da Polícia Federal no sistema S

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Desde as primeiras horas dessa terça-feira (19) a Polícia Federal está em ação em sete estados, incluindo Mato Grosso do Sul, para cumprir 40 mandados de busca e apreensão e 10 mandados de prisão contra envolvidos em esquema de corrupção.

A Operação Fantoche investiga esquema de corrupção envolvendo um grupo de empresas sob o controle de uma mesma família que vem executando contratos por meio de convênios com o Ministério do Turismo e entidades do Sistema S. O grupo empresarial pode ter lucrado pelo menos R$ 400 milhões em 17 anos, de 2002 até agora.

Em Campo Grande, delegados e agentes federais ocupam a sede do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e o Sesi (Serviço Social da Indústria), ambos vinculados à Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul). Tentado contato com o presidente do conselho regional do Senai e da Fiems, Sérgio Longen, este não atendeu a ligação. A ação acontece também no Distrito Federal, Pernambuco, São Paulo, Paraíba, Minas Gerais e Alagoas.

A investigação e operação apura crimes contra a administração pública, fraudes e licitações, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Conforme a apuração, que teve apoio do TCU (Tribunal de Contas da União), o grupo utiliza entidades privadas e sem fins lucrativos para fechar contratos e convênios com o ministério e unidades do Sistema S.
A maioria das contratações é de eventos culturais e de publicidade, mas ainda segundo a Polícia Federal, os serviços eram superfaturados. Recursos eram desviados para núcleo empresarial por meio de empresas de fachada.

Sistema S é o nome pelo qual ficou convencionado de se chamar o conjunto de nove instituições de interesse de categorias profissionais, estabelecidas pela Constituição – Sesi, Senai, Sebrae, Senar, Sest, Senat, Sesc e Sescoop.