“Não tive coragem de matar ela sozinho”, disse o detetive Givaldo

“Não tive coragem de matar ela sozinho”, disse o detetive Givaldo

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Marido mandante, viajou enquanto autores executavam a vitima.

Antônio Coca

Em depoimento na noite desta terça-feira (22) ao delegado Erasmo Cubas do Setor de Investigações Gerais (SIG) da Polícia Civil de Dourados, o detetive Givaldo Ferreira dos Santos de 62 anos, disse que não teve coragem a mulher Zuleide Lourdes Teles da Rocha de 57 anos e por isso teria pedido a ajuda de outras pessoas.

O motivo alegado para Givaldo encomendar a morte da mulher é que segundo ele, ela estava ameaçando colocá-lo para fora de casa e que havia três anos o casal vivia apenas de aparências. Ainda de acordo com o detetive particular que é muito conhecido na cidade, o patrimônio do casal gira em torno de R$ 2 milhões e tudo estava no nome de Zuleide e que se houvesse a separação não sobraria nada para ele.

Para a empreitada ele contou com a ajuda da mãe de santo e conselheira espiritual Sueli da Silva de 56 anos, do escriturário José Olímpio de Melo Júnior de 32 anos e de Willian Ferreira Santos de 25 anos. Atraída por uma ligação feita por Sueli, Zuleide e um neto de Givaldo de sete anos foram no sábado (19), até uma casa na região da Vila Planalto, onde ele foi levada por Willian para uma mata e executada com um tiro na cabeça. José Olímpio ficou cuidando do garoto que foi deixado em um canteiro de obras no Vival do Ipês e os dois fugiram levando um veículo Montana da vítima.

O carro foi deixado em Laguna Carapã e os dois voltaram com um veículo de aplicativo e ficaram no shopping de Dourados. Depois que o corpo foi encontrado os investigadores do SIG reuniram provas e evidências que possibilitaram esclarecer o crime.

Givaldo e José Olímpio foram presos à tarde, Sueli foi presa em Rio Brilhante fugindo para Campo Grande e Willian foi interceptado por policiais militares em Jaciara no Mato Grosso. Ele tentava chegar em Cáceres quando foi preso na rodoviária e deverá ser trazido para Dourados. O caso continua sendo investigado e o delegado Erasmo Cubas deverá ouvir mais pessoas, além daquelas que já estão presas e outras que foram ouvidas e liberadas.