No aniversário de Campo Grande, Sesi representa a retaguarda do combate à...

No aniversário de Campo Grande, Sesi representa a retaguarda do combate à Covid-19

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Contra o novo coronavírus (Covid-19), médicos, enfermeiros, policiais, bombeiros, guardas civis e motoboys, entre outros trabalhadores, são lembrados por estar na linha de frente do combate à doença. Porém, quem está na retaguarda? Neste aniversário atípico, quando a cidade de Campo Grande completa 121 anos com todas as atenções voltadas à luta contra a pandemia, o Sistema Fiems apresenta os profissionais do Sesi.

São esses profissionais que estão nas ruas para garantir que a população viva dentro da maior normalidade possível, frequentando bancos, supermercados, restaurantes e comércios com segurança, além de contribuir para a manutenção do emprego dos 35.377 trabalhadores com carteira assinada, que, direta ou indiretamente, atuam nas 2.202 indústrias instaladas em Campo Grande. Também é preciso mostrar quem são os empresários que não mediram esforços para manter as portas abertas, adotando, com apoio do Sesi, todos os protocolos de biossegurança.

Segundo o presidente da Fiems, Sérgio Longen, o Sesi vem atuando em diversas frentes para auxiliar as empresas da Capital para conter a disseminação da Covid-19 entre clientes e trabalhadores, sempre de forma gratuita. “Somente em Campo Grande, mais de 600 empresas não só da indústria, mas de diversos segmentos do comércio, já foram atendidas pela consultoria do Sesi, que orienta esses pequenos negócios a atuar de maneira segura, cumprindo todos os protocolos de biossegurança”, exemplificou.

Manutenção

Esse trabalho, continua ele, garantiu que essas empresas mantivessem as portas abertas, garantindo a manutenção de 15.545 empregos diretos, além dos indiretos. “O Sesi, que conta com uma expertise amplamente reconhecida na área de Saúde e Segurança do Trabalho, faz uma análise minuciosa das dependências da empresa, equipamentos, tipo de serviço oferecido, funções dos colaboradores, entre outros. Então, é elaborado um diagnóstico com as orientações quanto a mudanças necessárias para uma atuação segura e como implementá-las”, disse Sérgio Longen.

Antes mesmo do primeiro caso de Covid-19 registrado no Brasil, em fevereiro deste ano, a área de Saúde e Segurança do Trabalhador (SST) do Sesi de Mato Grosso do Sul já discutia como lidar com a doença. O primeiro passo foi reunir toda a área técnica e, com a expertise de anos no atendimento da indústria e programas de SST, surgiu o esboço dos primeiros protocolos de biossegurança, que mais tarde se estenderia para empresas de diversos segmentos do comércio e serviços. “Esse primeiro protocolo foi o início de tudo, mas se desmembrou em diversos documentos, cada um deles com orientações específicas para que cada empresa, de acordo com seu segmento de atuação, possa continuar funcionando, garantindo a segurança dos trabalhadores e clientes”, relatou o gerente de SST do Sesi, Michel Klaime Filho.

Depois de elaborar os protocolos de biossegurança que levaram a Prefeitura de Campo Grande a autorizar a reabertura de estabelecimentos como academias, restaurantes e salões de beleza, o Sesi, em parceria com o Sebrae/MS, passou a oferecer uma consultoria individual para cada empresa, de forma totalmente gratuita, e que consegue avaliar e orientar o empresário sobre os procedimentos necessários para evitar a proliferação do vírus. Até o meio de agosto, 2.054 empresas já tinham sido atendidas em todo Mato Grosso do Sul, 651 delas somente em Campo Grande. Dessas, 281 delas são indústrias, 184 comércios, outras 184 da área de serviços e duas delas do agronegócio.

Os trabalhadores da retaguarda

Desde março, uma equipe multidisciplinar da área de SST do Sesi, que vai de enfermeiros, profissionais de suporte emocional e educadores físicos, atua na linha de frente no combate à pandemia, e atendem empresas para auxilia-las a seguir os protocolos e funcionar com segurança. A enfermeira do trabalho do SST do Sesi, Nathália Mendes Soares, 30 anos, percorre empresas apresentando a aplicação dos três pilares da consultoria dos protocolos em biossegurança: distanciamento, uso de EPIs (equipamentos de proteção individual) e higienização.

“Não é fácil estar fora de casa durante a pandemia. Por outro lado, me sinto segura por seguir as medidas para evitar o contato com o vírus e por saber que estamos ajudando as empresas a se tornarem seguras também”, afirmou a profissional, explicando que o trabalho passou a ser mais gratificante quando, durante as visitas às empresas, notou que atitudes essenciais durante a pandemia, como o uso da máscara e do álcool, se tornaram rotineiras.

“No começo os empresários estavam inseguros por não saber exatamente como agir e pela incerteza de quanto tempo a pandemia duraria. Hoje, todos já entenderam que se proteger é essencial para a saúde de pessoas e empresas”, relatou Nathália Soares, completando que, após a visita inicial para conhecer e montar um diagnóstico com orientações e mudanças a serem implantadas, volta uma vez por mês para verificar o andamento da aplicação.

A empresa nº 1

Também na retaguarda do combate à pandemia do novo coronavírus, empresários lutam diariamente para manter as portas abertas, assegurando os empregos dos trabalhadores campo-grandenses e, ao mesmo tempo, que eles tenham saúde. A União Plásticos, que desde 1995 fabrica embalagens, rótulos e outros produtos em Campo Grande, foi a primeira indústria do Estado a receber o certificado de conformidade entregue pelo Sesi às empresas que passam pela consultoria dos protocolos de biossegurança e cumprem todas as orientações.

A primeira medida adotada na empresa, antes mesmo de passar pelo trabalho do Sesi, foi afastar todos os trabalhadores do grupo de risco, conta o gerente-administrativo Luiz Fernando de Brito. “Sempre foi uma preocupação nossa cuidar dos trabalhadores, e em um momento como esse redobramos nossa atenção. Hoje, não temos nenhum funcionário afastado e não existem casos, nem suspeitos, dentro da empresa”, afirmou.

Para o representante da União Plásticos, apesar das dificuldades, é preciso aprender com os momentos adversos. “São em momentos como esse que acabamos crescendo de alguma forma. Foi preciso se reinventar da noite para o dia, e refletir sobre o que realmente importa na nossa vida. Acredito que vamos sair mais fortes”, finalizou.