Ômicron: Queiroga diz que “com certeza deve haver mais” casos no Brasil

Ômicron: Queiroga diz que “com certeza deve haver mais” casos no Brasil

COMPARTILHAR

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta segunda-feira (13), que “com certeza deve haver mais” casos da variante ômicron no Brasil. Até o momento, já foram identificados 11 casos da nova cepa no país.

“Vivemos espreitados por outras possíveis variantes desse vírus. Como é o caso da variante ômicron, que já foram identificados 11 casos aqui no Brasil e com certeza deve haver mais”, disse o ministro durante discurso na inauguração do Biobanco Covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Pelo menos quatro unidades federativas já confirmaram casos da nova variante. Cinco deles estão no estado de São Paulo; dois no Distrito Federal; dois no Rio Grande do Sul; e dois em Goiás. O Ministério da Saúde ainda investiga mais duas notificações em Goiás e uma em Minas Gerais. Das 11 pessoas infectadas pela nova cepa, sete estão com o esquema vacinal completo contra a covid-19; duas receberam apenas a primeira dose da vacina e, sobre os outras duas, ainda não há informações.

Durante discurso, Queiroga ainda ponderou que não se deve punir quem identificou uma variante nova da covid-19. “Nós temos é que aplaudir quem identifica essas variantes do vírus para que nós possamos nos preparar melhor para combater essas ameaças imprevisíveis”, completou.

Vigilância

Diante do surgimento da variante, o Ministério da Saúde ativou uma sala de situação no final de novembro para monitorar as infecções e adotar medidas de prevenção e controle. A princípio a sala iria durar 15 dias, mas pode ser desativada também caso seja identificada uma transmissão comunitária da variante no país.

No domingo (12), dados preliminares reunidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) revelaram que a variante ômicron pode se propagar de maneira mais veloz que a delta, porém com sintomas mais leves.

A OMS observou o registro de casos da cepa nos países com alta incidência da delta, como o Reino Unido. O resultado foi de que as infecções causadas pela nova mutação do novo coronavírus são registradas de maneira mais veloz do que as outras variantes já detectadas no planeta desde o início da pandemia.