Operação contra o tráfico e PCC prende seis em Campo Grande

Operação contra o tráfico e PCC prende seis em Campo Grande

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Drogas a serem embaladas e prontas para a venda (Fotos:Paulo Francis/CampoGrandenews)

Policiais da Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico – DENAR, realizaram entre quarta-feira (17) e hoje (18) a Operação Progresso, que resultou na prisão de seis envolvidos no tráfico de drogas em Campo Grande. O grupo segundo a polícia, é ainda suspeita de integrar o Primeiro Comando da Capital – PCC, o que é negado em depoimentos. Um adolescente também foi apreendido além de da descoberta de um depósito de entorpecentes na periferia da cidade.

O nome Progresso, empregado na ação, segundo o delegado Gustavo Ferrari, refere ao termo usado pelo PCC para indicar “quem vai para a rua fazer a correria de drogas”. Apesar das seis pessoas presas, a investigação continua, pois deve levar a mais prisões e apreensões de entorpecentes.

Walter Mendes Lázaro Júnior (42), e Renan Costa Alves de 25 anos foram os primeiros a serem apanhados em flagrante no começo da tarde de quarta-feira (17). A dupla foi flagrada na Rua Porto Rico, no bairro São Jorge da Lagoa, quando estava em um veículo Fox com cinco tabletes de maconha, que pesaram 4,4 quilos da droga. Seria realizada mais um entrega.

Com a abordagem Walter disse que a droga pertencia ao padrasto, que morreu há cerca de dez dias, e que pretendia vender a maconha apenas para se livrar da mesma. Renan por sua vez, apesar de estar com os pés “nos tijolos”, alegou não saber que havia drogas no carro –que estariam sob seus pés. Os dois indivíduos já eram investigados pela Derf (Delegacia Especializada de Roubos e Furtos) por conta de suspeita de participação em roubos e troca de produtos roubados/furtados por entorpecentes na cidade de Bela Vista, fronteira com o Paraguai.

A operação também apanhou o casal Daiana Fernanda Cidoia Amorim (21) e Vanderson dos Santos Araújo, de 27 anos, localizados e presos no Jardim Novo Século. A dupla estava em uma residência na Rua General Paulo Abrantes, quando foi abordada no andamento da investigação sobre a distribuição de drogas naquela região da cidade.

Vanderson estava foragido do sistema prisional onde cumpria pena de 14 anos por homicídio, sendo beneficiado com o regime semiaberto, mas fugiu e era procurado desde fevereiro, além de suspeito de atuar no tráfico na região. Ele tentou se livrar apresentando nome diferente, mas em contradição, acabou confessando estar evadido e com mandado de prisão.

Na casa, os policiais apreenderam duas televisões sem procedência definida, maconha, pasta-base de cocaína e R$ 125 que nenhum soube dizer de quem seria. Daiana negou envolvimento, mas foi presa e autuada porque porções de droga estavam escondidas em seu guarda-roupas.

Depósito

Na manhã desta quinta-feira (18), equipes da Denar prenderam na favela existente no bairro Mário Covas, Domingos de Lima (56), e Ancelmo Ferreira da Silva, de 37 anos. No local funcionava um depósito preparado para esconder grandes quantidades de droga. Nele, porém, foram encontradas apenas algumas porções de entorpecentes e munições.

A casa onde a dupla morava serviria como boca de fumo e ponto de distribuição de drogas. O “mocó” seria um tambor enterrado no quintal do imóvel. Nele, foram encontradas 132 “paradas” de maconha prontas para venda, quatro tabletes da droga, papelote de cocaína e munições calibres 38 e 28, além de um carregador de pistola calibre 380.

Ainda no local, os policiais perceberam um adolescente de 16 anos visivelmente nervoso. Com ele, foram encontradas 15 porções de pasta-base de cocaína e duas de maconha. Ao checarem a identidade do adolescente os investigadores descobriram que ele já havia sido apreendido três vezes só este ano por ato infracional equivalente ao tráfico de drogas. Ele foi encaminhado à Deaij (Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude).

Segundo relato do delegado responsável pela operação, apesar de as investigações apontarem o envolvimento dos seis presos com o PCC, eles negam em depoimento participação na facção.

Grupo nega integrar facção criminosa