Operação desarticula esquema de tráfico entre o MS e Rio de Janeiro

Operação desarticula esquema de tráfico entre o MS e Rio de Janeiro

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Antônio Coca

A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira-DEFRON, com apoio do Garras, 2º DP de Dourados, DP de Rio Brilhante, DP de Maracaju, DP de Itaporã, DP de Caarapó e do DOF deflagra a Operação Kaizen (Melhoria Contínua), visando desarticular associação para o tráfico cujo líder encontra-se preso no Presídio de Bangu I, no Ri de Janeiro, e dessa unidade movimentava a venda de toneladas de drogas em Dourados e várias outras cidades.

Caixa metálica para armazenamento de drogas.

No dia 11 de maio deste ano a DEFRON apreendeu cerca de três toneladas de maconha, skunk e droga conhecida como BHO, que se encontravam armazenadas em um imóvel localizado no Parque dos Jequitibás, em Dourados. Na ocasião foi preso um indivíduo, que era o responsável pela guarda dos entorpecentes.

Ao ser realizada a apreensão restou constatado que a droga era de grande qualidade, o que chamou a atenção até mesmo dos policiais, além da apreensão de pipetas, tubos de ensaio, maçaricos e gás butano, material destinado à produção do BHO (uma maconha sintética com altíssimo poder alucinógeno).

Assim, desde então diligências passaram a ser realizadas visando identificar todos aqueles envolvidos no tráfico, constatando-se que o líder era um douradense que se encontra preso no presídio de Bangu I, no Rio de Janeiro, uma vez que foi flagrado transportando 6 toneladas de maconha de Dourados para aquele Estado.

Não é só, o irmão desse indivíduo, também de ascendência japonesa e integrante de uma família tradicional de Dourados, o qual igualmente se encontra preso (na PED) pela prática de tráfico de drogas, também integrava a associação, cujo lema era sempre promover uma “Melhoria Contínua” (Kaizen, na língua japonesa) na qualidade das drogas vendidas.

Ademais, identificou-se o responsável pela elaboração dos procedimentos químicos para a produção do BHO trata-se de um douradense, conhecido pelos comparsas como Piruka, o químico. Também, apurou-se que com os lucros da venda dos entorpecentes o líder da quadrilha adquiriu duas carretas, cada uma avaliada em R$ 200.000, as quais constantemente realizavam viagens para o Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo.

Conforme o apurado, somente nos últimos seis meses essa associação para o tráfico movimentou mais de quatro milhões de reais, sempre se utilizando da conta de “laranjas” e também mediante a aquisição de automóveis. Assim, representou-se ao Poder Judiciário pela expedição de 12 mandados de Prisão Preventiva, 9 de Busca e Apreensão e 3 de Apreensão de bens, inclusive as duas carretas, pedidos deferidos.

Com o apoio de várias delegacias e do DOF nesta manhã foi dado cumprimento às ordens judiciais, resultando em 16 prisões, além da apreensão de mais de 300 quilos de maconha, skunk e cocaína. Duas ordens de apreensão contra carretas foram cumpridas, além de motocicletas terem sido sequestradas. Especificamente, diante das apreensões de drogas realizadas ao serem cumpridas as buscas foram lavrados oito autos de Prisão em Flagrante., todos por tráfico de drogas e associação para o tráfico.