Operação “Pescador” apreende mais de meia tonelada de cocaína em Assunção

Operação “Pescador” apreende mais de meia tonelada de cocaína em Assunção

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Antônio Coca

Policiais da Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai desarticulou nesta quarta-feira (12) um esquema de tráfico internacional de cocaína que partida da Bolívia para abastecer principalmente os mercados brasileiros e argentinos.

Batizada de Operação Pescador a ação apreendeu nos últimos meses de investigação 457 quilos de cocaína e desmantelou uma importante estrutura internacional que usava nosso o Paraguai como rota aérea de cocaína da Bolívia, que tinha como destino final o Brasil ou a Argentina.

Segundo o Ministério Público paraguaio as cargas chegaram em aviões vindos da Bolívia. Os embarques desembarcaram eram feitos em pistas de pouso clandestinas, onde havia uma logística necessária para reabastecer e sair com a droga para uma nova rota que eram geralmente o destino final do entorpecente.

“O destino final era sempre Argentina ou Brasil e nosso país era apenas território de trânsito para finalizar as negociações”, disse um dos investigadores.

Na madrugada desta terça-feira agentes especiais da Unidade de Investigação Sensível, da Senad, invadiram uma propriedade rural conhecida como Vaka Retâ, localizada na Colônia Cadete Pastor Pando, do Departamento de Presidente Hayes. No local há uma pista clandestina que era usada pela organização criminosa.Em uma mata das proximidades da pista foram apreendidos 13 fardos de cocaína.

Agentes estiveram também na cidade de Fernando de la Mora onde foram presos Atilano Arteta Aponte, de 57 anos, e os filhos dele Christhian Arteta Marín de 29 anos , Rolando Arteta Marín de 26 anos, e Derlis Michel Arteta Marín de 33 anos oriundos de Pedro Juan Caballero. Já em um prédio de luxo no centro de Assunção foi preso o colombiano Marcelo Raymón Díaz Vélez e em um condomínio os policiais prenderam o paraguaio Darwin Fleitas Benítez.

Segundo as autoridades do Paraguai o colombiano Marcelo Raymón Díaz Vélez era o chefe da organização criminosa e o principal fornecedor da droga e Atilano Aponte era o chefe da logística naquele país. A polícia trabalha agora para descobrir as ramificações deles com traficantes brasileiros e argentinos e com isso vai contar com a colaboração da Interpol e das policiais federais do Brasil e da Argentina.