Operação Placebo contra estelionato, roubo e furto de fertilizantes  tem mandados cumpridos...

Operação Placebo contra estelionato, roubo e furto de fertilizantes  tem mandados cumpridos em Dourados

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Produtos adulterados causaram prejuízos diretos às lavouras. (Foto: Márcio Falcão)

Antônio Coca

Policiais rodoviários federais cumpriram na manhã desta quarta-feira (27) mandados de busca e apreensão em Dourados, durante a Operação Placebo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e das policias civil e militar de Mato Grosso. Os agentes estão investigando crimes de furto, roubo e estelionato de carregamentos de fertilizantes agrícolas em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

O prejuízo causado pelos investigados somente ano de 2019 é estimado em R$ 39 milhões. Ao todo foram expedidos   pela 7ª Vara Judicial Criminal de Cuiabá 21 mandados e busca e apreensão e quatro de prisão preventiva, além de medida judicial de proibição de contato entre os investigados, sequestro e bloqueio de bens, cumpridos em Rondonópolis e Cáceres no Mato Grosso em São Gabriel do Oeste  e Dourados  no Mato Grosso do Sul.

Em Dourados a PRF esteve no Jardim Água Boa onde foram recolhidos de uma pessoa acusada de participar do esquema, tablets, celulares, computadores e documentos. O nome do investigado não foi divulgado. De acordo com as investigações, os membros da quadrilha pegavam os carregamentos de fertilizantes agrícolas com os motoristas que eram cooptados para favorecer os golpes e trocavam a carga verdadeira por produtos adulterados que eram entregues aos proprietários rurais como se fossem genuínos. Isso acabava causando prejuízo na lavoura com a queda da produção e ao meio ambiente. No processo também eram lesadas as transportadores, as empresas que vendiam os produtos e em alguns casos até seguradoras que arcavam com os prejuízos das cargas subtraídas.

Os suspeitos adicionavam produtos de baixo ou nenhuma qualidade, que depois eram revendidos a outros produtores rurais como fertilizante agrícola legítimo. A investigação aponta ainda que diversas empresas atuavam como “fabricantes” de nota fiscal, com a finalidade de legalizar uma entrada fictícia do produto em estoque. Essas empresas ainda eram usadas para emissão de notas fiscais de venda e transporte do material subtraído, com aparência de produto legal.