Pandemia impede solenidade de 21 de abril alusiva ao patrono Tiradentes

Pandemia impede solenidade de 21 de abril alusiva ao patrono Tiradentes

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Solenidade antiga diante do busto de Tiradentes.

Pela primeira vez desde a criação de Mato Grosso do Sul, provavelmente desde sua criação ainda como Homens do Mato, no então Mato Grosso em 1.835, a Polícia Militar não realiza nesse 21 de abril, a solenidade no dia de Tiradentes. A cerimônia está cancelada em razão do decreto por conta da pandemia do coronavírus 19.

Na tradicional cerimônia de 21 de abril em que Tiradentes é homenageado como Patrono das Polícias Militares, autoridades civis, militares e membros da sociedade são agraciadas, assim como policiais militares. Da solenidade consta ainda a promoção de oficiais e praças da instituição.

Desconsideração

Nem mesmo uma mensagem de saudação foi emitida até esta manhã pelo governo do estado em respeito à instituição e seus integrantes. Ao contrário, policiais militares em todos os postos e patentes amargam a quase dois anos o atraso em suas promoções, atraso acobertado por explicações inconvincentes ao efetivo que disciplinarmente precisa mostrar que entende.

No ano passado o governo, em reunião, prometeu regularizar a situação inclusive estabelecendo calendário para normalizar as promoções. Como até então nada andou, uma das promoções estaria dependendo unicamente da assinatura do governador Reinaldo Azambuja.

Como uma promoção depende da regularização da anterior, já são quatro promoções atrasadas caminhando para a quinta. Elas não aconteceram em abril, junho, setembro e dezembro do ano passado e chega-se agora a de abril deste ano. O atraso atinge a corporação de cabo a tenente coronel.

Mesmo assim os integrantes da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Polícia Civil estão nas ruas em plena luta do bem contra o mal, fazendo de Mato Grosso do Sul o estado com maior solução de crimes, apreensões e prisões em todos os níveis. Durante 24 horas por dia, homens e mulheres dessas instituições por terra, ar e água arriscam suas vidas perante o inimigo visível, o criminoso e, atualmente o pior deles, o inimigo invisível coronavírus 19 enfrentado em barreiras sanitárias, abordagens, encaminhamento de presos, recebimento deles em delegacias, socorro e transporte de desconhecidos nas ambulâncias do Corpo de Bombeiros, muitos deles infectados, mas tudo feito no cumprimento do dever e amor à profissão escolhida muitas das vezes ainda na infância ao ver passar um carro de polícia ou bombeiro. Na contrapartida está o pouco reconhecimento por parte do poder público que acredita ser a entrega de viatura, tudo que o servidor de segurança pública precisa.