Para fugir de demanda trabalhista fazendeiro mente que capataz furtou e abateu...

Para fugir de demanda trabalhista fazendeiro mente que capataz furtou e abateu boi

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Imagem ilustrativa.

Ao investigar denúncia de furto e abate de gado em uma fazenda na região, a Polícia Civil de Aquidauana descobriu que a suposta vítima, pecuarista de 55 anos, mentiu registrando falso crime para incriminar o capataz de sua fazenda, como forma de “resguardar-se de eventual demanda trabalhista”. Em razão da realidade descoberta, o pecuarista que ainda não teve o nome divulgado, foi indiciado em inquérito nessa sexta-feira (1º), pela prática do crime de denunciação caluniosa, que prevê pena de 2 a 8 anos de reclusão e multa, além de eventual representação por parte do caluniado.

De acordo com o delegado responsável, Jackson Vale, no dia 20 passado, o pecuarista procurou a 1ª Delegacia de Aquidauana e comunicou ter sido vítima do crime de abigeato. O proprietário rural disse aos policiais que seu capataz abateu um de seus bovinos, dividiu em partes e subtraiu do local sem sua autorização. Disse ainda que o crime teria sido filmado por um outro funcionário da fazenda.

Em razão dos fatos, foi instaurado inquérito e iniciadas as investigações, tendo como suspeito o capataz apontado pela suposta vítima. No entanto, após intimado para esclarecimentos, o funcionário acusado pelo patrão comprovou que o próprio dono da fazenda havia lhe determinado o abate do bovino e sua divisão em partes para ser vendido a trabalhadores da fazenda.

O funcionário acusado injustamente explicou ainda que trabalhava no local sem vínculo empregatício formal (sem registro na carteira) e que havia sido demitido sem justa causa recentemente pelo pecuarista. Após intimado para ser ouvido na delegacia, o pecuarista, incialmente, manteve sua versão de existência do crime de abigeato (furto de gado), contudo, ao ser informado sobre a descoberta da falsa comunicação de crime, ao ser interrogado optou pelo silêncio.

Os investigadores também concluíram que o registro de imagens do suposto abate criminoso do bovino foi realizado com o fim de tentar incriminar o capataz, sendo registrado na verdade o abate determinado pelo próprio fazendeiro. O caso agora segue para o judiciário.